Pablo Iglesias, o líder do Podemos, admite ter errado quando, em fevereiro de 2016, não alinhou com o PSOE e o Ciudadanos no chamado “Pacto do Abraço” — algo que resultou na repetição das eleições na Catalunha: “Tanto o PSOE como nós aprendemos com os erros de 2016. Essa experiência marcou o Pedro Sánchez e marcou-me a mim”, confessou ele em entrevista ao El País.

Desta vez, o líder do Podemos diz-se disponível para constituir um governo de coligação com o PSOE: “A direita demora cinco minutos para fazer governos de coligação. Acho que é muito entusiasmante para o eleitorado progressista que o PSOE e nós possamos governar”, confessou Pablo Iglesias.

Questionado sobre o que faria se Pedro Sánchez se recusasse a permitir a entrada do Podemos no governo, Iglesias diz não acreditar que o líder do PSOE fizesse algo “tão irresponsável”. “Estou otimista. No último encontro, o PSOE abriu-se a um governo de cooperação. É um passo muito importante. Nunca uma formação política resultou num governo em troca de nada, com um cheque em branco como fizemos por responsabilidade na moção de censura”, justifica.

Apesar da possível coligação, Pablo Iglesias criticou o PSOE durante a entrevista ao El País. O líder do Podemos acredita que ameaçar com a repetição de eleições “foi um erro dos socialistas” e diz estar pronto para fazer frente a Pedro Sánchez, caso não concorde com as políticas num governo de coligação: “Seremos fiéis ao acordo que assinarmos a 100%, mas isso não significa que renunciemos às nossas ideias”.