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Irão

O Irão minimiza novas sanções dos EUA dizendo que “não vão ter resultados”

O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano disse a jornalistas que as sanções económicas que Washington prevê anunciar "não vão ter consequências" para a economia do Irão.

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano disse a jornalistas que as sanções económicas que Washington prevê anunciar “não vão ter consequências” para a economia do Irão.

“Existem na verdade sanções que os Estados Unidos ainda não tenham imposto ao nosso país nos últimos 40 anos?” questionou o porta-voz da diplomacia do Irão durante uma conferência de imprensa em Teerão.

Na verdade, nós não sabemos se estas são novas sanções, se eles nos querem bater ainda mais. Nós acreditamos que elas (sanções) não vão ter qualquer resultado”, sublinhou Abbas Moussavi.

Washington deve anunciar esta segunda-feira “sanções suplementares” contra o Irão, anunciou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump no passado sábado.

A relação entre os dois países agravou-se depois do derrube de um aparelho voador não tripulado (“drone”) na quinta-feira da semana passada.

Para o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão as novas sanções enquadram-se na “linha de propaganda” seguida pelos norte-americanos.

Mesmo assim, nós encaramos de forma séria as novas (sanções) que consideramos “ato hostil no quadro do terrorismo económico” e da “guerra económica” lançada contra a nossa nação”, disse Moussavi.

“As declarações da América sobre estar pronta a negociar sem pré-condições são inaceitáveis porque são feitas sob a ameaça de sanções”, disse Hessamodin Achna, conselheiro do presidente iraniano Hassa Rohani através de uma mensagem divulgada nas redes sociais.

As primeiras sanções norte-americanas contra o Irão datam de 1979 e foram uma resposta pela manutenção de reféns dos Estados Unidos na embaixada de Washington em Teerão, dois meses após a vitória da Revolução islâmica.

Para Donald Trump, o Irão quer fabricar em segredo uma bomba atómica e decidiu, em 2018, abandonar o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano concluído em 2015 e que para os europeus, a Rússia e a China (parceiros do acordo) é visto como a melhor forma de garantir que o Irão não vai construir armamento atómico.

Após agosto de 2018, os Estados Unidos impuseram uma série de sanções económicas contra Teerão.

Donald Trump chegou mesmo a prometer a “aplicação das sanções mais duras da História”.

Entretanto, o Kremlin considerou hoje “ilegais” as novas sanções que podem vir a ser anunciadas hoje pelos Estados Unidos.

“Nós consideramos que essas sanções são ilegais. É tudo o que nós podemos dizer”, disse hoje Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa sem fazer mais comentários.

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