Os títulos de participação da Associação Coleção Berardo, dona das obras de arte cedidas ao Estado, já foram executados. A notícia foi avançada pelo Jornal Económico, e confirmada entretanto pelo Observador.

Fonte próxima do processo confirma que se iniciou a penhora, decorrendo até 23 de setembro o prazo para contestação por parte de Joe Berardo. A penhora, no entanto, sublinha a mesma fonte, consultada pelo Observador, não coloca em causa o controlo sob a Coleção Berardo: “Estão a ser penhorados os títulos da Associação, não as obras de arte”.

A penhora acontece cerca de dois meses depois de a Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco terem avançado com uma ação executiva sobre 100% dos títulos de participação dados pelo empresário como garantia dos créditos pedidos para comprar ações.

Esta ação deu entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa a 20 de abril, com o objetivo de executar a dívida do empresário, que ascende a 962 milhões de euros.

Joe Berardo, contactado pelo Observador, recusou prestar comentários.

**Artigo corrigido às 9h38 e atualizado com citações de fonte próxima do processo às 11h02 de 05 de julho de 2019**