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Wall Street fecha em baixa com dúvidas sobre decisões monetárias e tensão com Irão

A bolsa nova-iorquina encerrou em baixa, com os investidores a cederem no final da sessão às dúvidas sobre a política monetária e aos receios de agravamento de tensões com o Irão.

O entusiasmo dos investidores foi arrefecido pelas numerosas especulações sobre as taxas de juro

JUSTIN LANE/EPA

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  • Agência Lusa
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A bolsa nova-iorquina encerrou esta sexta-feira em baixa, com os investidores a cederem no final da sessão às dúvidas sobre a política monetária e aos receios de agravamento de tensões com o Irão.

Os resultados definitivos da sessão indicam que que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,25%, para os 25.154,20 pontos, e o tecnológico Nasdaq 0,74%, para os 8.146,49.

Da mesma forma, o alargado S&P500 recuou 0,62%, para as 2.976,61 unidades.

Contudo, os índices tinham começado a sessão com um tom positivo, graças às fortes progressões de empresas relevantes, como a Microsoft, cujos resultados trimestrais superaram as expetativas, e a Boeing, que sugeriu que o seu avião emblemático, o 737 MAX, poderia voltar a voar até ao final do ano.

Se a Boeing permaneceu em clara alta, com o avanço da sessão, encerrando com ganhos de 4,50%, já a Microsoft foi perdendo força, encerrando com um ganho tímido de 0,15%.

O entusiasmo dos investidores foi arrefecido pelas numerosas especulações sobre as taxas de juro.

Depois de um discurso na quinta-feira do presidente do banco da Reserva Federal (Fed) em Nova Iorque, John Williams, os atores do mercado apostaram no anúncio de uma descida das taxas de juro em meio ponto percentual durante a próxima reunião da instituição este mês, o que é o dobro do que tem sido previsto.

Mas hoje a Fed de Nova Iorque procurou explicar as afirmações de Williams de que não se tratava propriamente de um anúncio, mas sim de comentários a 20 anos de investigação sobre a política monetária.

Posteriormente, um artigo do Wall Street Journal garantia que os dirigentes da instituição preparavam uma descida das taxas em um quarto de ponto percentual.

Tudo isto semeou a confusão entre os investidores, que veem sempre com agrado uma descida das taxas, uma vez que reduzem os custos dos créditos para as empresas e as famílias, estimulando a economia.

Os investidores também foram abalados pelas notícias que dão conta da detenção pelo Irão de um petroleiro britânico, segundo Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors.

Notícia que agravou as tensões depois das informações sobre a alegada destruição de um drone iraniano no estreito de Ormuz.

Perante isto, os investidores optaram por uma posição prudente, segundo Ogg. Até porque “o início da época dos resultados tem-se mostrado sem grandes surpresas até ao presente, isto é, sem motivos de surpresa”.

Para esta analista, “não se vai chegar a estabelecer novos máximos enquanto não se virem resultados de outros grandes nomes, da tecnologia ou da indústria”, avançou.

Com efeito, a bolsa nova-iorquina estabeleceu novos máximos, na segunda-feira, antes de perder algum terreno.

No conjunto da semana, o Dow Jones perdeu 0,7%, o Nasdaq recuou 1,2% e o S&P500 desvalorizou 1,2%.

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