Novo Banco, BCP e uma empresa de Joaquim Oliveira (a Olivedesportos).  São estes os credores que foram reconhecidos no processo de insolvência da Controlinveste SGPS. Segundo o Jornal de Negócios, os dois primeiros, os bancos, são credores comuns enquanto a Olivedesportos foi classficada como credor subordinado — logo receberá em último lugar.

Ao que tudo indica, o Tribunal do Comércio terá decretado no âmbito do processo de insolvência da Controlinveste SGPS — a holding que chegou a deter um dos maiores grupo de comunicação social do país — que os créditos totais alcançam os 753,6 milhões de euros. Isto porque aos 557,9 milhões de euros dos dois bancos, foi ainda somado o valor de 195,7 milhões de euros da Olivedesportos.

O mesmo jornal avança ainda que os ativos da Controlinveste ficam-se apenas pelos 153 mil euros: 5.592 euros numa conta à ordem e um reembolso de um pagamento especial fiscal no valor de cerca de 147 mil euros.

A Controlinveste SGPS declarou insolvência no passado mês de fevereiro, depois de ter conquistado um acordo com os bancos.  Tudo aponta para que a insolvência tenha acontecido depois de um processo de reestruturação que levou a uma redução de capital, já que foram incorporados os prejuízos da Olivedesportos e da Controlinveste Media.

Segundo o Correio da Manhã a participação que o grupo tinha na Global Media (detentora do Diário de Notícias, Jornal de Notícias, entre outras marcas de comunicação social) passou para a Olivemedia, uma nova empresa criada em 2018 que tem Joaquim Oliveira como acionista e um capital social de 150 mil euros.