Já se sabia que a Volkswagen estava a preparar uma versão cabriolet do T-Roc, que lamentavelmente não será construída em Portugal, na fábrica de Palmela, tanto mais que a decisão foi tomada durante o período de grande conflito da empresa com os trabalhadores, que levou à deslocação da produção para a Alemanha, onde o clima laboral é mais estável. Mas esta é a primeira vez que se vê a versão definitiva do T-Roc Cabriolet, que pode apreciar na fotogaleria.

Apesar de não abundarem os SUV com esta filosofia, o T-Roc não é o primeiro a poder recolher a capota. Ainda não há muito tempo, a Land Rover surpreendeu o mercado com o seu Evoque Cabriolet, igualmente com carroçaria de três portas, como este concorrente – em versão mais pequena, em dimensões e preço – da VW. A opção de fazer o descapotável com carroçaria de três portas em vez de cinco é simples de entender e prende-se com a rigidez da estrutura, obviamente reforçada para compensar a ausência do tejadilho tradicional em aço, mas a exibir um menor número de portas para garantir que os pilares estão no seu sítio no momento de abrir e fechar a capota em lona.

A VW não se limitou a pegar num T-Roc e retirar-lhe a capota. Para compensar o espaço reservado ao tejadilho quando recolhe atrás do assento traseiro, a distância entre eixos é maior em 3,7 cm, com o comprimento a crescer igualmente 3,4 cm. O pilar central e traseiro desaparecem, com o pára-brisas a integrar reforços em aço de alta resistência, além daqueles instalados ao nível da plataforma, tanto longitudinalmente como transversalmente.

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O tejadilho em lona abre e fecha em apenas 9 segundos e a uma velocidade de até 30 km/h, numa operação similar à do Golf Cabriolet. A mala, porque têm de prever o espaço para alojar a lona, perde 161 litros de capacidade, ficando limitada a 284 litros, menor do que o SUV fabricado em Portugal, mas suficiente para viagens de fim-de-semana.

De acordo com o construtor, o T-Roc Cabriolet vai montar dois motores e ambos a gasolina. O mais acessível será o 1.0 TSI com três cilindros e 115 cv, associado a uma caixa manual de seis velocidades, para os que desejam uma solução com mais músculo poderem optar pelo 1.5 TSI com 150 cv e caixa automática de dupla embraiagem e sete velocidades.

Os níveis de equipamentos são similares ao do T-Roc, Style e R-Line, de forma a conseguir agradar aos que desejam um modelo mais racional e barato, ou mais refinado e dispendioso.