Júlio Santos, o padre afastado da paróquia de Pedrógão Grande pelo bispo de Coimbra depois de publicar uma fotografia nas redes sociais onde surge em roupa interior deitado na cama, vai assumir esta quinta-feira um novo cargo na Igreja Vetero Católica Fidelitas, em Castanheira de Pera, noticia o Correio da Manhã.

De acordo com o mesmo jornal, Júlio Santos disse que não consegue “viver sem Eucaristia nem família” e acusou a a Diocese de Coimbra de “deslealdade”, garantindo que não voltaria a servi-la enquanto pároco. “Fui suspenso, e não ponho em causa as Leis do Direito Canónico, mas não consigo viver sem a eucaristia e sem a proximidade com as pessoas”, explicou.

Como Coimbra não me deixa exercer, resolvi continuar a minha missão na Igreja Vetero Católica e tomar posse nos novos cargos no dia dedicado à Nossa Mãe do Céu”, disse ainda Júlio Santos, citado pelo Jornal de Notícias, acrescentando: “Não devo obediência ao bispo de Coimbra, nem tenho que o informar de nada porque foi ele que me pôs de lado”.

Júlio Santos explicou ainda que a Igreja que escolheu “é uma Igreja que não é composta por paróquias, mas que forma comunidades e tem apenas umas pequenas diferenças com a Igreja Católica”.

Em junho, o padre confessou que a fotografia em roupa interior foi tirada há num hotel, no Porto, durante um “encontro casual” por uma mulher que descreve como “uma serpente tentadora”. Júlio Santos, que disse que a publicação da imagem foi “um descuido”, mostrou-se despreocupado com o sucedido por não ter “cometido qualquer crime”.

“Se molestei a Igreja nos meus pecados, também a amei até ao limite das minhas forças”, escreveu o sacerdote de 58 anos no Facebook, na mesma publicação onde dizia sair “de cabeça levantada” do seu cargo.

(Artigo atualizado às 16h34 desta sexta-feira, com a correção de que o padre Júlio Santos não mudou de religião, mas sim de confissão religiosa)