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País de Gales

País de Gales. Planos para a construção de casas de banho anti-sexo e vandalismo lançam polémica

Sensores anti-movimento, jatos de água e chão sensível ao peso: eram estas as características que constavam no plano inicial. Contudo, a cidade galesa diz que o design foi mal interpretado.

O design inicial das casas de banho, no Parque Griffin, na cidade galese de Porthcawl

RSC ARCHITECT

Porthcawl, na costa do País de Gales, estava a planear equipar casas de banho públicas com tecnologia para evitar a prática de sexo ou vandalismo no seu interior e lançou a polémica. Contudo, a autarquia local já veio afirmar que os planos para a construção destas casas de banho “futuristas” foram apresentadas “por erro”, noticia esta terça-feira o The Guardian.

O plano e design iniciais foram submetidos na assembleia municipal de Bridgend, cidade perto da capital do País de Gales. Segundo vários órgãos de comunicação social britânicos, a tecnologia passava por um chão sensível ao peso, para garantir que só uma pessoa usava a casa de banho de cada vez. Se este limite fosse ultrapassado, começavam a soar alarmes e era disparado um jato de água para molhar os ocupantes. Se fosse detetado muito movimento no interior da cabine, outros sensores faziam abrir automaticamente as portas. Os planos passavam ainda por tentar evitar que pessoas sem abrigo usassem aqueles locais para dormir, através da limitação do tempo de uso, e pela instalação de paredes resistentes ao vandalismo.

A autarquia local previa gastar 170 mil libras (cerca de 153 mil euros) nestas “casas de banho futuristas”, que visam a substituição das cabines existentes no Parque Griffin. Contudo, tudo não terá passado de um engano. Porthcawl, cidade com cerca de 16 mil habitantes, explicou que os planos foram mal interpretados e que as casas de banhos vão ter uma “construção tradicional”. “Tomámos conhecimento que várias características de segurança foram listadas no design como parte do plano. Infelizmente, o entusiasmo e as intenções da autarquia da cidade foram mal interpretadas”, anunciaram as autoridades locais em comunicado oficial.

A mesma nota confirma que a tecnologia como os sensores ou os jatos de água “não vão ser incluídos na construção”. ” Nunca tivemos a intenção de instalar sensores no chão ou de movimento ou de limitar o tempo de uso, não haverá jatos de água ou portas que abrem automaticamente nem chão sensível ao peso”, acrescenta o documento, citado pela BBC.

A notícia causou polémica nas redes sociais e várias pessoas questionaram se o limite de peso seria aplicado em pessoas obesas ou até quando pais acompanhassem crianças. Algumas pessoas escreveram ainda que esta tecnologia é demasiado assustadora e que teriam medo de utilizar as casas de banho.

“Casas de banho anti-sexo em Porthcawl. Será que o problema é assim tão grave? E sensibilidade ao peso… boa sorte se forem obesos”, escreveu um utilizador do Twitter.

“O problema, claro, é que Porthcawl é muito ‘excitada’. Molhar os visitantes com água não vai mudar isso”, tweetou outro internauta.

As casas de banho que estão atualmente no Parque Griffin vão fechar e ser demolidas em outubro. Vão ser disponibilizadas casas de banho temporárias e as novas instalações deverão abrir na próxima primavera, ainda segundo o The Guardian.

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