O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apela ao ensino da II Guerra Mundial aos jovens, assinalando o atual “recrudescer de pulsões extremistas e intolerantes” e “novas formas de populismo radical e xenófobo”.

“No nosso tempo, caracterizado por novas ameaças à democracia e à liberdade, marcado pelo recrudescer de pulsões extremistas e intolerantes, pelo surgimento de novas formas de populismo radical e xenófobo, devemos revisitar a catástrofe de há 80 anos, para não repetir os erros desse pretérito imperfeito”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado português é hoje representado pelo antigo Presidente da República Ramalho Eanes nas cerimónias que evocam o início da II Guerra Mundial, em Varsóvia, na Polónia.

Numa mensagem divulgada na página do Palácio de Belém, Marcelo sublinha que “Portugal é um país de paz, uma pátria de tolerância”.

“Assim queremos que seja, e que continue a ser. Devemos, pois, ensinar às gerações mais novas o que foi a Segunda Guerra Mundial, para que os seus milhões de mortos não tenham perecido em vão”, lê-se na mensagem do Presidente.

Marcelo lembra “o começo de um dos mais graves conflitos da História da Humanidade, que para sempre ficará inscrito na memória do mundo”.

“A guerra de 1939-1945 opôs a liberdade à tirania, a democracia à ditadura, a tolerância ao racismo e à xenofobia. Devemos, por isso, assinalar o passado, e as suas tragédias, com um sentido de presente e como uma lição de futuro. Cultivarmos a paz e o respeito pelo outro é a melhor forma de homenagearmos as vítimas militares e civis da Segunda Guerra Mundial”, sustenta, pedindo que os 80 anos do conflito sejam evocados “em espírito de fraternidade europeia e mundial”.

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