A Forever 21 quer centrar a atividade nos negócios que dão lucro, avançando, por isso, com o pedido de reestruturação e abdicando de 350 lojas num total de 815, de acordo com o New York Times. A empresa já tinha anunciado a saída do Japão e vai agora fechar 178 lojas nos EUA e a maior parte do negócio na Europa e na Ásia, embora continue a operar na América Latina.

A empresa norte-americana recebeu um financiamento de 275 milhões de dólares (251 milhões de euros) por parte da banca e uma injeção de capital de 75 milhões de dólares de fundos de investimento, dinheiro com que a Forever 21 pretende reorientar o negócio. Ao ativar o “Chapter 11”, a legislação-americana dá à Forever 21 a oportunidade de evitar a insolvência.

A empresa encerra 178 lojas nos EUA, mas a Forever 21 já avisou os consumidores de que a decisão sobre que lojas fechar em território norte-americano é um processo em curso.

Fundada em 1984, com sede em Los Angeles, na Califórnia, a Forever 21 expandiu-se em centros comerciais de periferias dos EUA, acumulando património e dívida na ordem dos milhares de milhões de dólares. O grupo viu as receitas caírem de 4,4 mil milhões de dólares para 3,3 mil milhões em apenas dois anos. E neste momento emprega 32.800 trabalhadores, menos 10 mil funcionários do que em 2016.

O negócio dos retalhistas enfrenta grandes desafios nos EUA. Em pouco mais de dois anos, 20 retalhistas americanos abriram falência, de acordo com o New York Times, à medida que os consumidores se vão mudando para as compras online. Só este ano, anunciaram o encerramento de 8.200 lojas, face aos 5.589 encerramentos de todo o ano passado.

Em Portugal, a única loja da Forever 21 está no Centro Comercial Colombo, desde 2016.