Esta sexta-feira é lançado o mais recente livro do padre José Tolentino Mendonça. A obra chama-se “Uma Beleza Que nos Pertence” e é lançado pela editora Quetzal. Este sábado, o escritor é elevado a Cardeal pelo Papa Francisco.

O livro sucede às obras “O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas”, lançado em 2017, ao “Elogio da Sede”, lançado em 2018. Em comunicado, a editora conta que esta obra é “uma coleção de aforismos e citações sobre o sentido da vida, a beleza das coisas, a presença de Deus, as dúvidas e as incertezas espirituais dos nossos dias”.

Aos 53 anos, o arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado. Além disso, passa a ser o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício, logo após D. Dieudonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

O clérigo foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e também diretor da Faculdade de Teologia da mesma instituição em 2018. É comendador da Ordem do Infante D. Henrique, título que lhe foi atribuído em 2001 pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, esta última atribuída pelo antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.

Em 2018, o padre português foi convidado para orientar o retiro anual de Quaresma do Papa Francisco e da Cúria Romana. Em entrevista ao Observador na altura da publicação do livro com as meditações que apresentou ao Papa e aos seus colaboradores mais próximos, Tolentino Mendonça recordou que ficou tão surpreendido com o convite do Papa que achou que tinha “sonhado”.

Conhecido por utilizar referências à literatura nas suas meditações religiosas, Tolentino Mendonça chegou até a citar Fernando Pessoa nas meditações apresentadas ao Papa Francisco, que lhe agradeceu por conseguir estabelecer uma ponte entre os textos bíblicos e a literatura secular.