José Augusto Pavão, conhecido como Farfalha, negou esta quinta-feira todas as acusações e os crimes de abuso sexual dos quais está a ser julgado de novo, em Ponta Delgada, nos Açores. O arguido que se encontra aposentado por invalidez, foi condenado em 2005 a 14 anos de prisão, pela prática de vários crimes de abuso sexual. Após cumprir oito anos, saiu em liberdade condicional em 2013, e terá cometido novos crimes de abuso sexual.

Manifestando-se “confiante na justiça”, o homem de 52 disse em declarações à agência Lusa, à saída do Tribunal Judicial de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que está a ser vítima de “uma perseguição”. Este antigo pintor de construção civil começou esta quinta-feira a ser julgado por um tribunal coletivo, numa audiência que está a decorrer à porta fechada.

O arguido frisou ainda que “os seis anos que passou na cadeia foram tempos muito difíceis”. “Acha que me iria meter em coisas destas?”, questionou o arguido, natural e residente no concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel.

Já em abril deste ano, o Ministério Público deduziu acusação contra o homem imputando-lhe a prática de três crimes de violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de estupefacientes agravado, factos que remontam ao ano de 2017, altura em que os três ofendidos tinham menos de 18 anos de idade.

Além deste arguido, o processo de 2005 de abuso sexual de menores da Lagoa, ilha de São Miguel, envolveu ainda mais 17 homens que supostamente frequentavam uma garagem propriedade de Farfalha, num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de menores. O julgamento prossegue na tarde desta quinta-feira com a audição de testemunhas.