Tinham acabado de tocar as 12 badaladas no continente e na Madeira e Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu as primeiras palavras aos portugueses, em entrevista à Rádio Observador, a partir da ilha do Corvo, nos Açores. Sem querer deixar recados ao Governo, acabou por fazê-lo: “É preciso que 2020 seja melhor que 2019”.

“Não tenho recados nenhuns a dar… Só espero que na área da governação haja a preocupação de corresponder às expectativas dos portugueses. Isso é fundamental para que o sistema político português continue a ser diferente de outros sistemas políticos em crise”, disse.

O Presidente antecipa um novo ciclo na Europa e no mundo, lembrando que Portugal sai do ciclo dos fundos comunitários anteriores e que vai assumir a presidência da União Europeia em 2021. Por isso, o ano que agora começa será para preparar a presidência.

Por isso, “este é um ano que tem de significar progresso económico, social, com correspondência às expectativas dos portugueses, que são crescentes”, vincou a partir do ginásio de uma escola do Corvo, onde jantou com a população local.

Sobre o que vai estar a fazer daqui a um ano, o Presidente diz que “das duas, uma”: ou estará “a gozar o fim do ano com a família”, que “se queixa de há muitos anos” isso não acontecer ou estará em pré-campanha eleitoral para as próximas presidenciais, de 2021.

“Ou estou calminho e sereno, feliz, fazendo feliz a família, ou estarei, como candidato — obviamente aí já candidato, porque as candidaturas terminam perto do Natal — e como candidato a fazer pré-campanha eleitoral. Há-de ser uma das duas”, referiu.

Com tudo em aberto, Marcelo Rebelo de Sousa fez mais uma vez da recandidatura (a um segundo mandato) um tabu.

O Presidente da República quis deixar uma “mensagem de esperança, mas voluntarista” para todos os portugueses, a partir da ilha mais pequena dos Açores.

Pode ouvir aqui as declarações exclusivas de Marcelo Rebelo de Sousa à Rádio Observador no primeiro noticiário de 2020: