Já não é a primeira vez que o diz, mas esta semana voltou a repeti-lo numa entrevista à Visão. A apresentadora de televisão Cristina Ferreira admite um dia candidatar-se à Presidência da República, mas a entrada na carreira política podia de ser feita na Câmara de Mafra, onde não se importava de ser a presidente da autarquia da sua terra.

A mulher dos sete ofícios, que tem uma revista, um perfume, uma marca de roupa e calçado, é a cara da SIC e ambiciona também um canal televisivo com o seu nome, à semelhança da Oprah Winfrey, tem 42 anos e diz que pelo menos até se reformar não imagina deixar a televisão e a sua carreira de apresentadora. Mas quando lhe perguntam se gostava de liderar a autarquia responsável pela sua terra, Malveira, ela admite que sim. Também considera que ocuparia bem o lugar de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém com Presidente da República. Reconhece, aliás, algumas características suas com as deles, como a dos afetos. “Se um dia me perguntasses ‘Chegarias a primeira-ministra?’, eu respondia imediatamente que não tenho qualquer tipo de capacidade para que isso possa acontecer. Agora, representar todos os portugueses, acho que um dia o poderia fazer, que me iria preparar e que não iria falhar”, respondeu à Visão.

Uma ideia que, segundo conta, nunca imaginou mas sobre a qual lhe começaram a falar. “Não me imaginava, nunca me passou pela cabeça até ao momento em que as pessoas me começaram a dizer que isso poderia acontecer”, conta.  “Durante algum tempo achei que isso passaria pelas autarquias e por fazer alguma coisa pela minha Malveira”, diz. Mas agora a sua ambição é maior.

A fazer um ano na SIC, logo no primeiro episódio a apresentadora recebeu um telefonema de Marcelo. E desde então tem conseguido levar vários políticos ao sofá da sua casa na estação de Carnaxide. Esta quarta-feira foi a vez da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, no seu programa. Mas já por lá passaram o primeiro-ministro, António Costa, o presidente do PSD, Rui Rio, ou a líder centrista, Assunção Cristas. Quem ela também gostava de receber, mas que ainda não lhe bateu porta, segundo disse à Visão, era Pedro Passos Coelho e Jorge Nuno Pinto da Costa.