O primeiro-ministro, António Costa, salientou esta quarta-feira ao secretário da Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, que Portugal possui uma posição estratégica e também um papel crucial para assegurar o abastecimento energético da Europa em segurança.

Esta posição foi transmitida por António Costa na sua conta pessoal na rede social “Twitter”, após ter recebido na residência oficial, em São Bento, o secretário de Estado norte-americano da Energia.

“Recebi o secretário da Energia, Dan Brouillette, com quem discuti o reforço da ligação entre Portugal e os Estados Unidos da América na área energética. Portugal tem uma posição estratégica única e terá um papel crucial no abastecimento e segurança energética da Europa“, escreveu o primeiro-ministro português.

Em 2018, durante uma visita de quase uma semana que efetuou aos Estados Unidos, em várias intervenções públicas, António Costa procurou acentuar o papel estratégico do porto de Sines no abastecimento energético.

Perante diferentes plateias de norte-americanos, o primeiro-ministro defendeu que, com a crescente relevância da segurança energética, o porto de Sines poderá ser a principal porta de entrada das exportações dos Estados Unidos de gás natural liquefeito para o mercado europeu.

Para o Governo português, coloca-se uma questão da segurança energética na Europa, que é dependente sobretudo do gás natural proveniente do leste (Rússia) e do norte de África.

O primeiro-ministro defendeu que os portos nacionais estão numa importante posição geográfica, situando-se na confluência de três importantes rotas marítimas: a africana, a mediterrânica e a transatlântica.

Essa característica, de acordo com o líder do executivo, “tem despertado o interesse na cooperação com os Estados Unidos, em particular na área da segurança energética”. “O número de terminais de GNL (gás natural liquefeito) tem vindo a crescer nos Estados Unidos, numa clara indicação de que a capacidade norte-americana de exportação deste recurso venha a aumentar exponencialmente no futuro”, disse.

Ora, segundo o primeiro-ministro, o porto de Sines dispõe de potencial para servir de “ponto intermédio para outros portos na Europa e em África”.

“Os dois países emitiram mesmo uma declaração conjunta, no ano passado, a sublinhar a importância estratégica do porto de Sines como ‘hub’ atlântico de GNL e da relação Portugal-Estados Unidos na promoção do GNL marítimo como fator de reforço da diversificação da segurança energética europeia, de melhoria do desempenho ambiental do transporte marítimo e de reforço da sustentabilidade da economia azul, com uma indústria geradora de empregos qualificados e inovação tecnológica”, acrescentou António Costa.