Um utente da instituição O Amanhã da Criança, na Maia, morreu na noite deste domingo no hospital de São João, no Porto, e duas funcionárias testaram positivo à Covid-19, confirmou ao Observador José Manuel Correia, presidente da instituição que também acolhe uma residência da terceira idade. O utente era um homem de 91 anos que “tinha já várias patologias associadas, como hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca”.

O homem foi para o Hospital de São João, no Porto, no sábado de manhã, não por apresentar sintomas associados à Covid-19, mas sim porque tinha “a hemoglobina a 7,5”. “Ontem [domingo] foi indicado pelo hospital que tinha dado positivo ao coronavírus, mas que estava estável”, acrescentou José Manuel Correia. No entanto, por volta da meia-noite, o centro hospitalar comunicou a morte do utente. “Admito que o vírus possa ter potenciado todas as outras patologias que já tinha e ter agravado o seu quadro clínico”, referiu.

O presidente da instituição confirmou ainda que duas funcionárias do lar estão infetadas e que a origem do contágio poderá ser sido uma estagiária que visitou recentemente o espaço. “Ela e mais uma amiga estiveram recentemente num Uber, o motorista deu positivo ao coronavírus e comunicou-lhes o que se passou. Na sexta-feira, uma delas também deu positivo e ficaram em casa em quarentena e explicaram-nos a situação”, explicou o presidente.

Ainda neste lar, 13 pessoas que “registaram um comportamento atípico” realizaram os testes à Covid-19 esta segunda-feira e estão à espera dos resultados. “Se fosse numa altura normal, aquilo seria uma gripe típica, mas não queremos correr riscos nesta altura e sinalizamos”, explicou José Manuel Correia. As 13 pessoas estão numa ala isolada, não têm contacto com as restantes pessoas do lar e fazem as atividades em grupos menores.

Como forma de evitar um possível contágio, foram ativadas algumas medidas do plano de contingência da instituição e, por isso, há uma equipa fixa de 15 funcionárias que “não vai para a rua” durante 10 dias, sendo que, depois desses 10 dias, outra equipa chegará ao lar.

Este lar da instituição O Amanhã da Criança conta atualmente com 60 utentes e 46 pessoas a trabalhar em todo o edifício, cabendo agora às autoridades de saúde dizer se também será necessário testar os restantes utentes e funcionários que não apresentam sintomas.