Itália registou, pelo segundo dia consecutivo, uma ligeira queda no aumento do número de mortes provocadas pelo coronavírus desde o início do surto. Nas últimas 24 horas, morreram 601 pessoas em território italiano, menos 50 do que o aumento registado de sábado para domingo, onde já se tinha verificado um decréscimo subtil face ao dia anterior. Itália tem agora 63.297 casos confirmados de Covid-19, mais 4.789 do que este domingo – um crescimento percentual de 8,1% que também confirma um sentido decrescente na evolução dos números –, e 6.077 vítimas mortais.

O boletim diário da Proteção Civil italiana indica ainda que são 50.418 os casos ativos (sem vítimas mortais ou pessoas já curadas) e que 20.692 pessoas estão hospitalizadas, sendo que 3.204 estão internadas nos cuidados intensivos. A região da Lombardia continua a ser de longe a mais fustigada da pandemia, com mais de 28 mil casos confirmados, uma diferença de 20 mil para a Emilia Romagna, a segunda região italiana com mais infetados. Mais de 4.800 profissionais de saúde já testaram positivo, o dobro dos infetados na China, onde começou o surto, e 23 médicos já morreram. As autoridades italianas estão à espera de registar esta terça-feira o terceiro dia seguido de queda no aumento de vítimas mortais já que, segundo os especialistas, uma tendência decrescente na evolução da pandemia só fica confirmada com três dias seguidos de números a cair.

Já esta segunda-feira, Itália recebeu mais de 50 profissionais de saúde cubanos para ajudar na luta ao surto. De acordo com o Prensa Latina, a agência de notícias de Cuba, viajaram 36 médicos, 15 enfermeiros e vários especialistas logísticos para apoiar um hospital de campanha construído em Crema, na Lombardia, uma cidade com cerca de 34 mil habitantes.

Este domingo, o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou a proibição de qualquer deslocação dentro do país e o encerramento de todos os estabelecimentos não-essenciais. Mantêm-se abertos os supermercados, os bancos, as farmácias e os postos de correio e as pessoas têm de apresentar “razões laborais ou de saúde ou outros assuntos urgentes” para cruzar fronteiras entre municípios.

Numa declaração ao país, Conte disse que Itália está a atravessar o período mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial e que todos os estabelecimentos e fábricas que não sejam “estritamente necessários, cruciais ou indispensáveis” vão permanecer encerrados pelo menos até 3 de abril. “Vamos desacelerar o motor produtivo do país mas não vamos pará-lo”, acrescentou o primeiro-ministro italiano.

(Artigo atualizado às 01h32 com a correção da informação que dá conta de que foram infetados 4.800 profissionais de saúde e já morreram 23 médicos)