Máscaras importadas da China, entregues no fim de semana passado pelo Infarmed, teriam sido esta sexta-feira retiradas do Hospital de Gaia, depois de causarem alarme entre médicos, enfermeiros e assistentes operacionais, noticiou este sábado o Jornal de Notícias.

Em causa estaria o modelo das máscaras em questão — KN95 — e o facto de não constar da norma da Direção-Geral da Saúde que determina os equipamentos de proteção individual que os profissionais de saúde devem usar dadas as circunstâncias: máscaras FFP2 (de fabrico europeu) ou N95 (americanas).

Na habitual conferência de imprensa sobre o ponto de situação da pandemia em Portugal, este sábado ao início da tarde, a ministra da Saúde já tinha explicado que as máscaras em questão estão a ser utilizadas por todos os países que combatem a pandemia e garantido que “neste momento não há motivo para preocupação”. “O respirador em causa obedece a critérios similares e equiparáveis às normas europeias e norte-americanas, estando em total conformidade com os requisitos necessários para filtragem bioaerossóis”, acrescentou Marta Temido.

Agora, ao Observador, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) garante que as máscaras em questão não foram retiradas e continuam a ser utilizadas pelos profissionais de saúde.

Através de um comunicado, em que explica que os equipamentos de proteção individual em questão obedecem “a critérios similares e equiparavéis às normas europeias e americanas”, o CHVNGE assegura ainda que, depois de ter sido validado “por quem procedeu à sua aquisição, uma task force conjunta que envolveu a DGS, o INFARMED, a SPMS e a ACSS”, o equipamento de proteção em questão foi avaliado pelo próprio centro hospitalar. “O Grupo de Coordenação Local – Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência a Antimicrobianos do CHVNGE deu o seu parecer positivo para a utilização destes respiradores”, pode ler-se no texto em questão.

Esta sexta-feira, nos Estados Unidos, a FDA, agência que regula este tipo de equipamentos, decidiu aprovar a utilização do modelo KN95, numa tentativa de minimizar a falta de máscaras no país. Antes disso, as máscaras de fabrico chinês foram testadas, aprovadas e certificadas por uma outra agência, parte integrante do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças.

Notícia atualizada às 14h40 com o desmentido do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e as declarações de Marta Temido