A dramática situação que se vive nos EUA, provocada pela pandemia Covid-19, continua a fazer disparar o número de infectados e de mortos. São várias as empresas que se desdobram em esforços para ajudar e Elon Musk comprometeu-se a fazer a sua parte. Daí que tenha adquirido na China, através da Gigafactory 3, 1255 ventiladores, que depois fez deslocar de avião para os EUA onde são fundamentais para salvar vidas.

Mas se esta oferta, que deverá ter rondado os 25 milhões de euros, resolveu uma parte do problema, a necessidade de ventiladores naquele país é muito elevada. Daí que a Tesla tenha de imediato passado à concepção e desenvolvimento de um protótipo, como aliás Musk tinha prometido. Para evitar depender do stock de peças que existem no mercado para produzir este tipo de equipamento médico, sobrecarregando os fabricantes especializados, os engenheiros da Tesla optaram por recorrer, sempre que possível, a peças que utilizam nos seus veículos, que possuem em grande quantidade, especialmente agora que as fábricas estão paradas.

Coronavírus. Musk mais rápido do que o Model S Performance

A linha de montagem do ventilador vai estar instalada na fábrica que a Tesla possui em Buffalo, no estado de Nova Iorque, onde a marca fabrica as telhas fotovoltaicas e os Superchargers. A concepção e o desenvolvimento do protótipo foram entregues a três engenheiros que, antes do ventilador, se dedicavam aos sistemas de ventilação e ar condicionado dos Tesla.

No vídeo divulgado pelo fabricante, os três técnicos explicam os motivos que os levaram a optar pela utilização de peças dos automóveis da marca, que surgem pintadas de vermelho no quadro com o esquema de funcionamento. O painel de controlo do ventilador é o ecrã central de um Model 3, ligado ao processador que até aqui geria o sistema de infoentretenimento do mesmo modelo da Tesla. Este passa a gerir o ventilador, que pode ser programado pela pressão e volume de ar que fornece, apenas pela pressão ou somente pelo volume, para assim tratar todos os tipos de pacientes com dificuldades respiratórias, mesmo os entubados.

E como se trata de um fabricante de carros eléctricos a bateria, o ventilador da Tesla está igualmente equipado com uma bateria que lhe garante uma autonomia de 20 a 40 minutos, para fazer funcionar o compressor de ar e a botija de oxigénio, garantindo que o doente pode ser transportado sem perigo. Os técnicos da Tesla Engineering admitem que ainda há algum trabalho pela frente, a começar pela aprovação dos serviços médicos, mas tudo indica que, em breve, haverá mais ventiladores disponíveis no mercado made in USA.