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Autoridade de Saúde dos Açores garante que ex-reclusos infetados não saíram do hotel

Os 2 ex-reclusos do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo infetados com Covid-19 têm estado em confinamento obrigatório. Deslocação foi feita por 2 ex-reclusos não infetados.

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Fonte do executivo açoriano tinha revelado, anteriormente, à Lusa, que os dois ex-reclusos se tinham deslocado, com autorização do delegado de saúde

EDUARDO COSTA/LUSA

Fonte do executivo açoriano tinha revelado, anteriormente, à Lusa, que os dois ex-reclusos se tinham deslocado, com autorização do delegado de saúde

EDUARDO COSTA/LUSA

A Autoridade de Saúde Regional dos Açores adiantou na terça-feira que os ex-reclusos do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, que testaram positivo para a Covid-19, não saíram do hotel onde estão em confinamento obrigatório, ao contrário do que tinha sido revelado.

“Os dois ex-reclusos que testaram positivo para Covid-19 saíram do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo e foram diretamente para o Aeroporto das Lajes para seguirem para Ponta Delgada. Chegados ao Aeroporto de Ponta Delgada, foram diretamente para a unidade hoteleira designada, em viatura indicada para esse efeito, onde foram testados e permanecem, desde essa altura, em confinamento obrigatório”, lê-se num comunicado da Autoridade de Saúde Regional.

Fonte do executivo açoriano tinha revelado, anteriormente, à Lusa, que os dois ex-reclusos se tinham deslocado, com autorização do delegado de saúde, a Rabo de Peixe, no concelho de Ribeira Grande.

No entanto, sabe-se agora que a deslocação foi feita por outros ex-reclusos que se encontravam em confinamento na unidade hoteleira, mas que não tiveram teste positivo por infeção pelo novo coronavírus.

Confrontado, esta terça-feira, pelos jornalistas, no ponto de situação diário sobre a evolução do surto de Covid-19 na região, sobre esta interrupção do confinamento obrigatório, o responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores, Tiago Lopes, disse que ocorreu um “erro de comunicação” entre as delegações de saúde e a Polícia de Segurança Pública, mas que já estava “a ser acompanhada” e iria ser “devidamente acautelada no futuro”.

“É uma situação que foi acompanhada por parte tanto da Delegação de Saúde de Ponta Delgada, como da Delegação de Saúde da Ribeira Grande, que foi rapidamente detetada, em articulação com a Polícia de Segurança Pública, que nalguma falha de comunicação que terá existido com as delegações de saúde não se terá apercebido de que estes dois casos teriam de ser transportados em viatura que a própria PSP designou para o efeito”, adiantou.

O responsável salientou, por outro lado, que os agentes da autoridade que acompanharam os reclusos de regresso à unidade hoteleira já foram identificados e serão testados e que a viatura será “submetida a todos os processos de limpeza e desinfeção para acautelar qualquer tipo de contágio”.

Esta quarta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado, comentou a suposta saída de dois ex-reclusos infetados. “Tudo leva a crer que os ex-reclusos dos Açores que contraíram Covid-19 saíram limpos da cadeia. Nada sugere que aí haja outros reclusos contaminados”, escreveu na sua página de Facebook.

A Autoridade de Saúde Regional já tinha confirmado que um outro ex-recluso (com teste negativo à Covid-19) tinha tentado fugir duas vezes do hotel em Ponta Delgada, tendo sido “novamente capturado e conduzido à unidade hoteleira”, por agentes da PSP que vigiam o espaço.

Desde o início do surto foram confirmados 131 casos de Covid-19 nos Açores, 109 dos quais ativos, tendo ocorrido 15 recuperações (seis na Terceira, quatro em São Miguel, quatro em São Jorge e uma no Pico) e sete mortes (em São Miguel).

A ilha de São Miguel é a que regista mais casos até ao momento (93), seguindo-se Terceira (11), Pico (10), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (cinco).

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