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A grande presença mediática de António Costa na gestão da crise pandémica parece estar a dar frutos. Em maio, o PS foi o partido que mais subiu nas intenções de voto, segundo o barómetro da Intercampus realizado para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, chegando mesmo aos 40,3%, ou seja, à beira da maioria absoluta.

O PSD mantém-se estável, tendo agora parado decrescer nas intenções de voto, enquanto Bloco de Esquerda e o Chega perdem força. Isto numa altura em que se começam a sentir ainda mais os efeitos do confinamento prolongado devido à pandemia da Covid-19.

Segundo a sondagem da Intercampus, o PS cresce 5 pontos percentuais face às intenções de voto que tinha registado no mês de abril, chegando agora aos 40,3% (no mês passado estava nos 36,3%). A confirmar-se este resultado, se as eleições fossem hoje, o PS estaria no limiar da maioria absoluta.

Já o PSD, segundo aquele barómetro, mantém-se mais ou menos igual ao que tinha registado em abril, com 23,3% de intenções de voto, afastado do PS por 17 pontos percentuais. O Bloco de Esquerda recua quase 3 pontos percentuais, ficando-se nos 9% de intenções de voto, e o Chega, que tem aparecido em grande crescimento nas sondagens, recua ligeiramente para 6,8%. A CDU (PCP e Verdes) mantém-se nos 5,9% das intenções de voto.

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A seguir vem o PAN, que cai para 3,6%, ficando ao nível do CDS nas intenções de voto. A Iniciativa Liberal, por sua vez, sobe para 3,2%, sendo a segunda força política a subir mais de um mês para o outro, sem contar com o PS.

Em abril, o aparente acordo entre PSD e o Governo para unir esforços no combate à pandemia favoreceu os dois partidos, que subiram nas sondagens, mas, agora, em maio, é Costa quem mais beneficia do grande mediatismo que tem tido na gestão desta crise.

Em termos de popularidade, numa escala de 1 a 5, Costa mantém os 3,8 pontos e Rui Rio, líder do PSD, os 3,4 que registavam em abril. Já Marcelo Rebelo de Sousa passa de 4 valores em abril para 3,9 em maio, ficando ao mesmo nível do que Costa.