O tribunal de Matosinhos inicia esta segunda-feira o julgamento de três pessoas acusadas de explorarem uma megaestufa de canábis na Maia, em 2018 e 2019, gerando lucros milionários.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Maia, que acusou os três arguidos por tráfico de droga, requereu que dois eles sejam condenados a pagar ao Estado um total de 640.569,83 euros “por corresponder ao valor do seu património incongruente, ou seja, aquele que se presume ter fundamento na prática de crime”.

O despacho de acusação do processo refere que os três arguidos (um casal estrangeiro e uma terceira pessoas da mesma nacionalidade), todos em prisão preventiva, “montaram um esquema de cultivo, produção, secagem e armazenamento de canábis”, entre janeiro de 2018 e julho de 2019, num armazém que arrendaram para o efeito, na zona de Pedrouços, concelho da Maia, distrito do Porto.

Ao desmantelar o esquema, em julho de 2019, a PSP destacou a “enorme sofisticação” dos sistemas operados pelos arguidos, com idades entre 35 e 50 anos, na sua atividade ilícita.

Detinham um sistema complexo e elaborado”, demonstrando “experiência” na prática deste ilícito, disse o comandante da Divisão de Investigação Criminal da PSP/Porto, Rui Mendes, durante uma conferência de imprensa.

Em buscas então efetuadas, a polícia apreendeu ao grupo 1.065 quilos de canábis, balanças, lâmpadas, catanas, motores de extração de ar, tubos de exaustão, adubos e fertilizantes, tabuleiros de germinação, vasos e peneiras de secagem.

Prevê-se que o tribunal limite os acessos à sala de audiências devido à pandemia do novo coronavírus, segundo fontes ligadas ao processo.