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Ainda não eram 19h em ponto, hora marcada para o encontro, e junto ao edifício da Casa da Música, na Boavista, já se encontravam dezenas de homens e mulheres vestidos de preto, com uma máscara no rosto e com um cartaz na mão onde se liam expressões como “Recibo Verdi”, Precário e bem há pouco quem”, “Responsabilidade social já” ou “Espetáculo da precariedade”.

A vigília silenciosa organizada por trabalhadores precários e dispensados das duas instituições portuenses chamou a atenção dos que passavam a pé ou de carro por ali e coincidiu com a reabertura da Casa da Música esta segunda-feira, marcada por um concerto da orquestra barroca. Enquanto um segurança, de máscara e viseira no rosto, orientava os espetadores para as escadas que davam acesso à entrada, o deputado do BE José Soeiro tirava fotografias ao aparato e os habituais skaters daquele local contornavam os que se faziam notar, mesmo em silêncio.

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