De um total de 1151 ventiladores comprados pelo Ministério da Saúde à China só 264 é que terão chegado a Portugal até esta quarta-feira, ou seja, só cerca de 23% do total adquirido, avança o Correio da Manhã, citando dados do Ministério da Saúde. Os restantes estarão ainda retidos na China, sendo que 443 estão na embaixada de Portugal em Pequim, e 444 não foram sequer entregues pelos fornecedores chineses à embaixada, diz o mesmo jornal.

No total, segundo o Correio da Manhã, o investimento em ventiladores foi de cerca de 20,9 milhões de euros, já que cada equipamento custou aos cofres do Estado uma média de 18.200 euros. Os 887 ventiladores retidos representam um encargo de 16,1 milhões, lê-se ainda.

Em declarações à Rádio Observador, contudo, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias contraria os números e elogia o processo logístico que tem sido feito junto da embaixada de Portugal em Pequim no sentido de finalizar a entrega dos ventiladores ao território nacional. De acordo com o governante, ainda esta manhã chegaram ao aeroporto de Lisboa 108 ventiladores, o que faz com que o tal número dos 264 ventiladores que tinham chegado a Portugal já esteja desatualizado.

Governo adianta que chegaram hoje 108 ventiladores ao Aeroporto de Lisboa

“Até ao fim da semana chegará uma parte substantiva da encomenda de ventiladores, que foi integralmente satisfeita ao estado português”, diz ainda Eurico Brilhante Dias, dando conta de que já chegaram a Portugal 942 ventiladores, invasivos e não invasivos, vindos da China, entre alguns adquiridos pelo Ministério da Saúde (“a grande maioria, 60 ou 70%), outros adquiitos por unidades hospitalares e outros doados. Desses 942 ventiladores, 646 “já estão em território portuguêes”, garante.

Segundo o secretário de Estado, trata-se de um processo “logístico” longo e que está em curso, prevendo-se que seja completo até ao final desta semana, altura em que deverá chegar na madrugada de sábado um último avião com a totalidade que resta dos equipamentos. Terminado este processo, Eurico Brilhante Dias considera que o processo será “dado por terminado”, na medida em que a fase mais preocupante da pandemia em Portugal já parece ter passado.

*artigo atualizado com declarações de Eurico Brilhante Dias à Rádio Observador.