O Zoom vai oferecer a encriptação integral a todos os seus utilizadores. A plataforma de videoconferência tinha anunciado inicialmente que esta medida de segurança só ia abranger as versões pagas.

De acordo com o The Guardian, a empresa decidiu estender a proteção aos utilizadores da versão gratuita, após várias críticas de organizações de defesa dos direitos civis, de especialistas em cibersegurança e das autoridades competentes.

No início do mês, o CEO Eric Yuan tinha explicado que o Zoom pretendia excluir as chamadas grátis do plano de encriptação total, com o objetivo de facilitar o trabalho do FBI na aplicação da lei em casos de “pessoas que usam a plataforma para más práticas”.

A tecnológica anuncia agora que este tipo de encriptação, que assegura que a comunicação só pode ser acedida pelos utilizadores envolvidos, vai estar disponível a todos a partir de julho.

Para poderem ter esta camada extra de defesa, os utilizadores terão de complementar os seus registos com mais alguma informação, nomeadamente o número de telemóvel, para poderem completar o processo de verificação. Além disso, de forma a assegurar mais privacidade, os anfitriões das chamadas vão poder escolher manualmente ligar ou desligar esta encriptação.

Anteriormente, a empresa tinha também sido alvo de críticas por ter garantido falsamente que já usava a encriptação end-to-end, tendo depois desmentindo ao dizer que este tipo de proteção ainda não era possível na plataforma.

O Zoom ganhou notoriedade um pouco por todo o mundo após a implementação das restrições no âmbito do combate à pandemia de Covid-19, tendo aumentado o seu raio de alcance para cerca de 300 milhões de utilizadores diários, quando em dezembro registava apenas 10 milhões.

Apesar do sucesso, as preocupações relativamente a questões de privacidade também têm aumentado. As chamadas “Zoom-bombings”, nas quais eram interrompidas videoconferências por ataques de intrusos, obrigou a empresa a adotar medidas de segurança mais apertadas.

Usa o Zoom para videochamadas? Há preocupações em relação à privacidade

O CEO do Zoom encoraja ainda os utilizadores a manterem o diálogo com a empresa na eventualidade de surgirem mais problemas, justificando que este é um “processo contínuo e complexo”.