Na primeira entrevista depois de bater com a porta no PAN, e de ter ficado como deputada não inscrita, Cristina Rodrigues acusa o porta-voz do PAN, André Silva, de acumular demasiado poder no partido, de afastar todos os que trabalharam com ele e de ter sido de uma “desonestidade brutal” nas declarações que fez após a sua saída. Em entrevista ao programa Direto ao Assunto da Rádio Observador, Cristina Rodrigues afirma que quer manter o mandato até ao final da legislatura mas, quando questionada sobre se há espaço livre na política para um partido de cariz animalista, admite que sim.

“Houve uma desonestidade brutal no comunicado emitido, e importa evidenciar que não há uma única pessoa que tenha permanecido com André Silva da anterior legislatura”, acusou, referindo-se à forma como o líder do PAN reagiu ao anúncio da sua saída, quando sugeriu que a ex-deputada eleita pelo círculo de Setúbal “não convivia bem com a democracia” e que as sete desvinculações do partido eram parte de uma “estratégia concertada”. Para Cristina Rodrigues, “não houve qualquer estratégia concertada”, o que houve foram “pessoas insatisfeitas com o rumo que o partido leva”.

PAN diz que saídas são “estratégia concertada”. Acusa deputada de prosseguir “agenda pessoal” e não “conviver bem com democracia”

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