Luís Filipe Vieira não tem por hábito falar após os jogos do Benfica, acabem os mesmos com vitórias ou derrotas. Quando o faz, e os exemplos no passado são muitos, é porque quer deixar uma mensagem. De confiança, de força, de desagrado (por normal, neste caso, com arbitragens). Esta noite, marcada não só pelo desaire com o Marítimo mas também pelo pedido de saída de Bruno Lage que foi aceite, o presidente dos encarnados quis também deixar uma ideia no ar: chegado a Lisboa, e no decorrer dos próximos dias, vai fazer uma reflexão sobre o atual momento do clube e admitiu mesmo abandonar o cargo que ocupa desde 2003. No entanto, a hipótese não se coloca.

Bruno Lage coloca lugar à disposição, Vieira aceita saída e chega-se à frente: “O único culpado sou eu”

De acordo com as informações recolhidas pelo Observador, a perda do título (que foi assumida por outras palavras pelo próprio após a derrota na Madeira) foi um rude golpe na estratégia dos encarnados, que apostavam forte na conquista do Campeonato não só pela garantia da entrada na Liga dos Campeões e consequente encaixe financeiro de mais de 40 milhões de euros apenas pela presença na fase de grupos. E, em paralelo, o aumento das críticas de alguns contestatários e o recente chumbo do Orçamento para o clube na temporada 2020/21 desagradou ao líder das águias. Ainda assim, assumindo tratar-se de um momento complicado, Vieira recusa deixar o clube ainda com objetivos de várias áreas por cumprir e perante os protestos do que considera ser uma “minoria ruidosa”.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.