O incêndio que deflagrou ao início da tarde deste sábado em Janeiro de Baixo, Pampilhosa da Serra (Coimbra), foi dado como dominado às 22h19 e decorrem agora os trabalhos de consolidação, disse â agência Lusa o CODIS de Coimbra.

“O incêndio está dominado”, disse o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Coimbra, Carlos Luís Tavares, acrescentando que o fogo foi dado como dominado às 22h19 e que estão a decorrer os “trabalhos de consolidação de todo o perímetro”. Questionado sobre se há conhecimento de quantos hectares arderam, Carlos Luís Tavares referiu que ainda não é possível aferir esses dados.

De acordo com a informação disponível na página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio encontra-se “em resolução” e, às 23h10, estavam 556 bombeiros no terreno, apoiados por 159 veículos e ainda um meio aéreo. Os meios aéreos, que chegaram a ser pelo menos 14 durante o dia, tinham desmobilizado ao início da noite. O alerta para este incêndio foi dado às 13:09, segundo a Proteção Civil.

Em declarações à Rádio Observador a meio da tarde, José Brito, o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, afirmava que naquele momento estavam no terreno “muitos operacionais, viaturas e meios aéreos, mas o incêndio ainda está muito complicado”. As chamas estavam “a lavrar numa vasta área de pinhal muito denso, com cerca de 15 anos”, e o terreno acidentado tem sido a maior dificuldade no combate ao incêndio — “Não é fácil tendo em conta que estamos a falar de territórios muito inclinados. Os operacionais nem sempre conseguem chegar à frente de fogo, são os meios aéreos que vão conseguindo, em alguns locais, amenizar a situação”, explica o autarca. Duas máquinas de rasto já estavam a ser utilizadas.

“Está muito calor, o vento não é muito forte e isso tem ajudado. Vamos ver se durante a noite se consegue dominar”, referiu ainda José Brito. O incêndio tinha, naquela altura, três frentes ativas e ainda não se sabia nada sobre como teria deflagrado.

[Oiça aqui as declarações do autarca de Pampilhosa da Serra à Rádio Observador]

Pampilhosa da Serra. Incêndio obriga ao reforço dos meios aéreos

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, em declarações à agência Lusa, às 14h35, disse também que não há habitações em perigo.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu na sexta-feira um aviso à população para o perigo de incêndio rural nos próximos dias, devido às elevadas temperaturas previstas e à baixa humidade.

Em comunicado divulgado na sexta-feira à tarde, a ANEPC refere que, “de acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se um agravamento das condições meteorológicas favoráveis ao incremento do risco de incêndio, devido ao tempo quente e seco”.

A ANEPC destaca que a humidade relativa do ar será inferior a 30% no interior e no Algarve durante a tarde e em geral com fraca recuperação noturna.

Quanto à temperatura máxima, estão previstos valores acima de 30°C na generalidade do território, “podendo rondar os 40°C no interior no domingo e segunda-feira, com possibilidade de ocorrerem noites tropicais no interior e no Algarve a partir de domingo”.

Face a estas previsões, é proibido fazer queimadas extensivas sem autorização, fazer queima de amontoados, utilizar fogareiros ou grelhadores em todo o espaço rural, salvo se usados fora de zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito, fumar ou fazer lume nos espaços florestais, lançar balões de mecha acesa e foguetes, usar motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores nos dias de risco máximo e obrigatório usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e um ou dois extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas.