Uma equipa de médicos italianos realizou este domingo testes à Covid-19 aos 180 migrantes que aguardam autorização de desembarque na União Europeia, a bordo de uma embarcação no Mediterrâneo, revelou a organização não-governamental (ONG) ‘SOS Mediterranée’.

A ONG responsável pela ‘Ocean Viking’ disse, através das redes sociais, que não tem notícias oficiais sobre a possibilidade de transferir os refugiados para outra embarcação, onde passariam duas semanas em quarentena, ou sobre uma eventual autorização para desembarcar nas próximas horas.

“As autoridades italianas estão a levar a cabo testes de zaragatoa ao coronavírus aos 180 migrantes a bordo da Ocean Viking. Não recebemos nenhumas instruções. Sem confirmação, não podemos dar soluções aos resgatados. A incerteza continua e isso significa que as tensões a bordo também”, escreveu a ONG.

O barco encontra-se, atualmente, em águas internacionais perto da Sicília (sul de Itália) e a ‘SOS Mediterranée’ reportou, nos últimos dias, que a situação a bordo era tensa, com tentativas de suicídio por parte dos migrantes, lutas e ameaças de violência física à tripulação.

A ‘Ocean Viking’, que resgatou os migrantes em quatro missões levadas a cabo em águas internacionais situadas entre Itália e Malta e em águas territoriais maltesas, a primeira das quais em 24 de junho, solicitou autorização de desembarque a Itália e Malta em pelo menos seis ocasiões.

Foi também pedida a evacuação de 44 pessoas por motivos de saúde, mas nenhum dos países deu qualquer resposta aos pedidos. Entre os 180 migrantes a bordo encontram-se 25 menores de idade e uma mulher grávida.

A ONG ‘SOS Mediterranée’ apelou à União Europeia para encontrar uma solução para os migrantes e que algum país, especialmente Itália ou Malta, pela proximidade da embarcação às suas costas, autorize o desembarque das 180 pessoas.