Os 200 casos positivos de Covid-19 que foram reportados três dias depois pelo laboratório, obrigando agora a Direção-Geral da Saúde a alocá-los um a um ao concelho onde ocorreram, poderão ser apenas uma gota no oceano estatístico da pandemia. Conscientes de que os dados dos concelhos não batem certo — e nunca bateram — com os totais nacionais, as autoridades de saúde estão esta semana a cruzar todas as informações de casos positivos colhidas regionalmente e a cruzá-las com os dados nacionais, de forma a obter um retrato fidedigno do novo coronavírus por região.

“Estamos a fazer um trabalho de fundo para aproximar dados locais de dados nacionais. Como estamos a fazer implementação de plataformas informáticas, e a última delas foi no passado dia 2, vamos levar dois, três, quatro dias, os que forem necessários,  para atualizar os números”, explicou esta segunda-feira a diretora-geral da Saúde Graça Freitas.

Há dois dias que no boletim que divulga número de novos casos diários em Portugal não trazia a distribuição dos dados pelos concelhos. Por baixo das habituais listas de concelhos, uma nota em letras mais pequenas explicava precisamente isso: “Este relatório de situação não inclui a atualização da imputação de casos aos concelhos. A DGS está a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde que ficará concluída durante os próximos dias”, lê-se.

As plataformas que não se cruzam, mas têm de se cruzar

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