O nome do ex-ministro das Finanças Luís Campos e Cunha está a ser lançado por alguns mutualistas como alguém que poderia emergir como o rosto de uma alternativa à atual administração do Montepio — uma alternativa que assumisse de forma mais frontal as dificuldades que a mutualista enfrenta e que podem tornar inevitável algum tipo de apoio público à instituição, no horizonte próximo.

Contactado pelo Observador, o economista – que foi sempre muito crítico do antigo presidente Tomás Correia – garante que, para já, não “pensou” sobre esta possibilidade nem foi “desafiado diretamente” para liderar uma possível lista alternativa aos cargos diretivos da mutualista Montepio nas próximas eleições, que estão marcadas para o final do próximo ano mas que alguns admitem que podem vir a ser antecipadas.

Mas o Observador sabe que Campos e Cunha, cujo nome já foi falado noutros atos eleitorais, tem-se vindo a interessar mais sobre o tema nos últimos tempos e pediu que lhe trouxessem as contas da mutualista, aprovadas a 30 de junho em assembleia geral, para poder analisar de forma detalhada a situação financeira da organização.

Uma coisa é certa, porém: Campos e Cunha nunca avançaria a menos que fosse convidado pelos mais altos responsáveis do poder político e que lhe fosse dado um claro respaldo sobre os termos em que o Estado estaria disponível para apoiar a recuperação da mutualista. O ex-ministro das Finanças não estaria disponível para ser chamado para uma solução de “continuidade” que, no fundo, continuasse a desvalorizar a emergência da situação financeira do Montepio e as perspetivas de uma recuperação sem intervenção pública – ainda mais no contexto de dificuldades trazidas pela pandemia, desde logo para o negócio bancário da caixa económica (Banco Montepio).

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