O Conselho de Ministros extraordinário para analisar as medidas de desconfinamento devido à pandemia decorre na próxima terça-feira, adiantou à agência Lusa fonte da Presidência do Conselho de Ministros.

Esta semana, o Conselho Ministros reuniu-se, como habitualmente, à quinta-feira, mas não foi anunciada qualquer decisão sobre o processo de desconfinamento devido à Covid-19, em particular o facto de o país estar neste momento com três situações distintas.

Na reunião do Governo de 25 de junho, foi aprovada uma resolução para dar “continuidade ao processo de desconfinamento iniciado a 30 de abril”, na qual foi declarada a situação de alerta, contingência e calamidade consoante o território, a partir das 00:00h do dia 1 de julho e até 23:59h da próxima terça-feira.

Em situação de calamidade ficaram 19 freguesias dos concelhos da Amadora, Odivelas, Loures, Sintra e Lisboa, enquanto restante à Área Metropolitana de Lisboa foi aplicada a situação de contingência (nível intermédio).

A situação de alerta (nível mais baixo de intervenção previsto na Lei de Bases de Proteção Civil) foi declarada em todo o restante território nacional continental, tendo então o primeiro-ministro, António Costa, avisado que Portugal se iria manter nesta situação até a pandemia de Covid-19 estar ultrapassada.

Ainda nesta sexta-feira, o primeiro-ministro defendeu que está a resultar a metodologia de combate à Covid-19 nas zonas da Área Metropolitana de Lisboa mais atingidas pela pandemia, mas considerou “prematuro” aligeirar as medidas de contenção da pandemia.

No final de uma reunião com o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, sobre o combate à pandemia da Covid-19, António Costa afirmou que “tal como já tinha observado em Sintra e na Amadora na quarta-feira”, a metodologia “colocada em prática está a provar bem, porque se conseguiu estabilizar em Loures o número de novos casos [de infeção] e há uma tendência decrescente de casos ativos”, o que dá confiança em relação ao caminho seguido.

No entanto, de acordo com o chefe do executivo, “mantém-se uma necessidade de seguir este caminho, procurando reforçar as equipas de forma a conservar um trabalho de proximidade”.

António Costa considerou “prematuro antecipar o estado de classificação que foi feito no início deste mês”, designadamente em relação às 19 freguesias mais atingidas na Área Metropolitana de Lisboa.