Era necessário corrigir os boletins desde 30 de junho — e a DGS prometeu isso mesmo na sexta-feira —, mas as tendências de fundo não sofrem alterações. A região de Lisboa e Vale do Tejo, que abrange o distrito da capital, quase todo o distrito de Santarém e parte dos distritos de Setúbal e Leiria, passa a ter mais 200 casos na contagem global, por via da revisão, a que se somam 259 das últimas 24 horas (+1,2% face ao dia anterior). E as novas mortes no país — oito no total — têm todas lugar também na região.

Os dados confirmam, por isso, o que as últimas semanas têm mostrado — que o problema ainda está nas margens do Tejo e arredores. No total, a região de Lisboa e Vale do Tejo acumula 22.385 casos desde que começou a pandemia, perto de metade do total do país (46.221 casos).

Os 259 novos casos diários em Lisboa e Vale do Tejo representam 75,7% das 342 infeções identificadas no país. Segue-se o Norte, com 19,6%, ou seja, mais 67 casos — 18.068 desde o início da pandemia.

A diferença para as restantes regiões é substancial. O Alentejo, que acumula 570 casos, teve um aumento de oito infeções confirmadas nas últimas 24 horas (+1,4% do que no dia anterior); o Sul, que teve no total 695 casos, apresenta sete novas infeções (+1%) e o Centro, que identificou 4.255 casos desde o início da pandemia, teve apenas um novo caso. Açores (153 casos no total) e Madeira (95 casos) não tiveram qualquer nova ocorrência.

No que diz respeito aos óbitos — e apesar de acumular todos os registos do dia e de boa parte dos últimos tempos — Lisboa e Vale do Tejo, com 535 mortes, ainda está a grande distância do Norte (821). Depois das duas regiões, segue-se o Centro (250), o Alentejo (18), o Sul (15) e os Açores (15). Apenas a Madeira não tem qualquer registo de óbitos por Covid-19.

Em todo o país, a taxa de letalidade voltou a cair. O boletim da Direção-Geral da Saúde apresenta também aqui o mesmo padrão dos últimos tempos — proporcionalmente, o número de mortes desde que começou a pandemia representa cada vez menos (embora a evolução seja na ordem das décimas) do que o universo de infetados. A taxa de letalidade está agora nos 3,58%, quando esta sexta-feira a conta ficava nos 3,63% e — comparando com os números não abrangidos por esta revisão — chegava aos 3,74% a 29 de junho.

O boletim da DGS mostra ainda que há agora 459 pessoas internadas com Covid-19, menos 12 do que no boletim de sexta-feira, ficando muito perto dos 458 internados que se registaram a 28 de junho. Em sentido contrário, há 68 doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos, mais dois do que no boletim anterior.

Directora dos serviços de informação e análise da DGS abandona o cargo. É segunda baixa de peso, mas já tem substituto