Na passada segunda-feira, António Costa foi recebido pelo primeiro-ministro holandês, em Haia. Um encontro que decorreu dentro do que é a nova normalidade — salamaleques às distância, fotografias de ocasião e uma ligeira tensão no ar, já que os países no norte da Europa (Países Baixos incluídos) continuam pouco inclinados para ajudar os parentes do sul.

Na indumentária do primeiro-ministro português, saltou à vista o calçado, uma visão bem distante dos habituais sapatos de pele clássicos que um chefe do governo deverá, por norma, envergar numa ocasião do género. Mas António Costa surgiu de sapatilhas com sola de cortiça, indício claro de que se trata de produção portuguesa, acomodado por uma malha leve, elástica e transpirável.

Numa combinação absolutamente inusitada para o contexto e em contraste com a escolha do seus homólogos holandês, Mark Rutte, e húngaro, Viktor Orbán (a visita do dia seguinte), das duas uma: ou o primeiro-ministro precisava de descansar os pés ou a vontade de promover o produto nacional falou mais alto do que o brio na hora de cumprir o dress code.

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António Costa com o primeiro-ministro holandês em Haia, na última segunda-feira © BART MAAT/ANP/AFP via Getty Images

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