Cerca de 1,4 milhões de pessoas pediram, na semana passada, acesso ao subsídio de desemprego nos Estados Unidos, mais 109.000 do que na semana anterior, segundo dados do Departamento do Trabalho revelados esta quinta-feira. É o primeiro aumento desde finais de março, altura em que foi registado um recorde de pedidos de subsídios: 6,8 milhões.

O aumento dos pedidos de apoio é resultado do encerramento de algumas atividades em vários estados norte-americanos devido à subida do número de casos de Covid-19. Esta evolução já era, aliás, esperada, nomeadamente por economistas ouvidos anteriormente pelo Observador. Miguel Faria e Castro, economista português que trabalha na Reserva Federal, projetou que, com o encerramento de setores de atividade, “o desemprego vai voltar a aumentar”.

Desemprego. Porque é que os EUA recuperam rapidamente e Portugal não?

“Há muita incerteza”, acrescentou Sérgio Rebelo, economista e professor na Kellogg School of Management. “Assistimos nos EUA a uma queda acentuada nas despesas de consumo em resposta ao aumento de casos. Esta queda vai certamente ter um impacto negativo sobre o emprego”, estimou.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Os dados sobre o aumento dos pedidos de apoio surgem poucos dias antes de expirar o reforço do subsídio de desemprego para quem ficou sem trabalho devido à pandemia. Nestes casos, além do subsídio em si, cujo valor varia entre estados e depende do salário anterior, o desempregado recebe mais 600 dólares (valor fixo) por semana. O suplemento expira no final de julho.