Se o governo socialista pensa que assustar o PCP com “uma crise institucional” vai fazer com que os comunistas validem o Orçamento do Estado para o próximo ano, está enganado. O secretário-geral já tinha aproveitado o discurso de encerramento da Festa do Avante para avisar Costa que “não valia a pena ameaças de crise política” e reiterou uma vez mais: “Não pensem em chantagear e pressionar o PCP em nome de uma crise institucional. Procurem responder ao PCP com propostas concretas“.

Em entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa não descarta a hipótese de o PCP voltar a votar contra no Orçamento do Estado — depois do chumbo dado ao Orçamento Suplementar — e diz que será preciso mais que “reconhecer duas ou três propostas do PCP”, deixando “claro que este é um momento de opções”. “O grande problema é que Portugal tem défices estruturais tremendos e, para responder a esses défices, não tem havido uma opção concreta de romper com o caminho do passado e romper com esses défices que nos estrangulam”, afirmou o secretário-geral do partido vincando que o PCP continuará o seu caminho “independentemente de jogos de poder que possam estar em curso”.

No momento em que esse orçamento tiver como conteúdo repetição de mais do mesmo e benefício dos do costume e prejuízo para quem trabalha ou trabalhou pergunto como podem exigir do PCP um voto a favor de um documento que reflita opções de classe e dos poderosos. Que fique claro: este é um momento de opções”, afirmou Jerónimo.

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