O presidente do FC Porto fala em perseguição aos clubes de futebol por parte das autoridades de saúde e do poder político e incompreensão pelos jogos da seleção poderem ter público e dos clubes não.

Tudo isto faz acreditar que nem é ingenuidade ou estupidez, mas uma perseguição aos clubes. Agora, ficámos a saber que os jogos da seleção, que são da Federação e em Lisboa, vão ter público, o que é incompreensível. Há três dias jogámos nos mesmos estádios e não pôde haver ninguém a assistir, mas, para jogos da seleção, já pode”, desabafou Pinto da Costa, após a Assembleia-Geral da Liga, que esta quarta-feira se realizou.

O presidente do FC Porto concordou com a decisão tomada pelos clubes de pedir uma audiência ao Primeiro-Ministro: “Os clubes têm de reagir e por isso houve unanimidade neste pedido de audiência. Não sei se ele tem tempo a perder com o futebol, parece que de futebol só liga à Federação e ao clube dele. Seja como for, o povo que gosta de futebol, que trabalha no futebol, que tem os seus proventos do futebol nas atividades paralelas, deve revoltar-se com este estado de coisas e tomar uma atitude conjunta.”

O presidente portista atribui as culpas às pessoas que “estão metidas em gabinetes, sem a mínima noção das responsabilidades que têm do que estão a fazer, sem compreensão do que é o futebol nem sensibilidade para perceber o que o povo gosta e precisa”.

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As contas do exercício 2019/20 da Liga de Clubes foram esta quinta-feira aprovadas por unanimidade, tendo a direção de Pedro Proença apresentado um resultado positivo na ordem de 1,26 milhões de euros, acima dos 1,022 previstos no início da temporada anterior, apesar dos efeitos da pandemia Covid-19.

A proposta da permuta de edifício para a construção de nova sede no Porto, cujas obras começam em julho de 2021, foi também aprovada por maioria.