O Campeonato ainda não começou, o Sporting já jogou nas competições europeias mas a temporada de 2020/21 no calendário nacional do basquetebol recuperou parte do que não chegou a ser jogado na época transata por causa da pandemia, neste caso a Final Four da Taça de Portugal de 2019/20 organizada no Pavilhão Multiusos de Odivelas. E o primeiro encontro era o que mais prometia, com o clássico entre FC Porto e Benfica sem que se conseguisse atribuir um favoritismo teórico a qualquer dos conjuntos tratando-se do primeiro jogo oficial.

Benfica vence FC Porto com fantástica recuperação num clássico marcado pela queda arrepiante de Betinho

Emoção estava garantida, mesmo que a qualidade não estivesse ainda ao nível do que aconteceu, por exemplo, na meia-final da Taça Hugo dos Santos, quando os encarnados conseguiram uma fantástica recuperação para irem ao prolongamento e vencerem por pouco habituais 119-111. Antes, no Campeonato, os portistas tinham vencido no Dragão por 87-79; depois, também no Campeonato, as águias ganharam aos rivais por 80-69. O equilíbrio continua a ser a tónica dominante entre ambos, com a vitória a sorrir agora aos dragões por 81-74. Todavia, e começando por dar os parabéns ao rival pelo triunfo, Carlos Lisboa, técnico dos encarnados, deixou duras críticas à Federação por não ter adiado a prova tendo em conta o surto de Covid-19 que tirou o plantel duas semanas dos pavilhões.

Depois de um início de jogo marcado pelas baixas percentagens de lançamento de ambas as equipas mas com os encarnados com ligeiras vantagens, o FC Porto conseguiu ganhar alguma margem aproveitando também as muitas alterações que foram sendo introduzidas, acabando o primeiro período com uma vantagem de sete pontos. Se Carlos Lisboa já não estava satisfeito com alguns erros cometidos pelos encarnados, pior ficou com a reentrada da equipa em campo, pedindo um desconto de tempo (sem efeitos) quando os azuis e brancos já tinham 14 pontos de avanço. Um triplo de Arnette Hallman ainda colocou a diferença fora dos dois dígitos mas os dragões, com Max Landis como principal destaque, voltaram a tomar conta da partida para chegarem ao intervalo com 49-35.

Após o descanso, e no período com maior nível qualitativo, o Benfica foi tentando entrar mais uma vez na decisão da partida com uma ligeira melhoria em termos defensivos, não indo além do 69-58 no final do terceiro parcial perante a maior capacidade de gestão do conjunto comandado por Moncho López. No entanto, e como aconteceu em alguns encontros da última temporada, o que parece certo não o é, com os encarnados a obrigarem os azuis e brancos a um final de maior “aperto”, com Betinho Gomes a ter outra presença e Rafael Lisboa a conseguir uma grande jogada de quatro pontos com um triplo e falta de Miguel Queirós que colocou o resultado na desvantagem mais curta desde o primeiro período. Max Landis voltou então a aparecer para o carimbo final na vitória, que chegou com o resultado de 81-74 num encontro onde o FC Porto foi quase sempre melhor.

Os dragões, que chegaram pela 22.ª vez à final da Taça de Portugal, aguardaram depois pelo outro finalista da prova, que vai saiu da meia-final entre Sporting e V. Guimarães e que sorriu aos leões, que venceram os minhotos por 83-71 também no Multiusos de Odivelas. O Benfica continua a ser a equipa com mais títulos ganhos, num total de 22, à frente do FC Porto (14), do Barreirense (seis) e do Sporting (cinco).