O Governo inscreveu o alargamento da Linha Vermelha do metro de Lisboa até Alcântara no Plano de Recuperação de Resiliência (PRR), com um valor de 304 milhões de euros. O projeto surge numa versão preliminar do plano que António Costa vai entregar em Bruxelas na quinta-feira, e à qual o Observador teve acesso.

O plano do Governo para gastar a bazuca europeia

Em abril deste ano a TVI noticiou que a linha vermelha iria ter quatro novas estações – a partir de São Sebastião sairia um ramo para as novas estações das Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e terminando em Alcântara. A estação de Infante Santo poderia depois receber uma ligação da linha Amarela, vinda da já existente estação do Rato (com a estação da Estrela pelo meio).

Na altura foi noticiado que o projeto teria um custo estimado em 400 milhões de euros, com a obra a arrancar em 2021 e a terminar em 2024. O investimento estaria a ser coordenado pelo Ministério do Ambiente (que tem a tutela dos transportes urbanos), em articulação com as Infraestruturas e a Câmara Municipal de Lisboa.

O Plano que segue para Bruxelas também inclui uma verba de 299 milhões de euros para a linha do Metro do Porto entre a Casa da Música e as Devesas. Um valor que é quase o dobro dos 156 milhões de euros de investimento estimado que consta de uma apresentação da Metro do Porto em 2017 sobre este troço.

Neste documento, a Metro do Porto indicava que a linha tem uma extensão de 4,9 quilómetros de operação, prevendo-se uma média de utilização de 22 mil clientes em cada dia útil (e 19 mil na média global). E apontava o valor do investimento: 156 milhões.

O Metro de superfície entre Odivelas e Loures está inscrito no plano com uma verba de 250 milhões de euros.