Brasil contabilizou 749 mortes devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 151.747 vítimas mortais desde o início da pandemia, informou esta quarta-feira o Ministério da Saúde do país.

As autoridades de Saúde brasileiras investigam ainda uma eventual relação de 2.388 mortes com a doença causada pelo novo coronavírus.

Em relação às infeções, o Brasil somou 27.235 novos casos nas últimas 24 horas, elevando para 5.140.863 o número total de pessoas diagnosticadas.

No último boletim epidemiológico, a tutela da Saúde informou ainda que 4.568.813 pacientes recuperaram da doença e 420.303 infetados continuam sob acompanhamento médico.

Geograficamente, São Paulo continua a ser o foco da covid-19 no país, concentrando 1.045.060 casos de infeção, sendo seguido pela Bahia (329.787), Minas Gerais (325.972) e Rio de Janeiro (285.205).

A lista de unidades federativas com mais vítimas mortais é liderada por São Paulo (37.541), Rio de Janeiro (19.440), Ceará (9.178) e Pernambuco (8.438), respetivamente.

A taxa de letalidade da doença no Brasil mantém-se em 3%, enquanto que a taxa de incidência é agora de 72,2 mortes e 2.446,3 casos por cada 100 mil habitantes.

A cidade brasileira de Manaus, que há alguns meses teve os seus serviços de saúde e funerários em colapso devido à pandemia, e que poderia ter alcançado imunidade de grupo com 66% da sua população infetada, pode estar agora a contrariar teorias científicas, ao voltar a registar um aumento de contágios.

A tendência de aumento ameaça contrariar estudos preliminares de que a região seria um dos primeiros lugares do mundo a ter alcançado a chamada “imunidade de rebanho”, que diz respeito ao momento em que é atingida uma situação de proteção coletiva, em que grande parte da população está imune e impede que a pandemia se alastre.

Segundo os dados de hoje do Ministério da Saúde, Manaus, capital do estado do Amazonas e cuja população ronda os dois milhões de habitantes, totaliza 56.222 casos (330 registados nas últimas 24 horas) e 2.706 óbitos (12 nas últimas 24 horas), mostrando que os números voltaram a crescer na região.

Apesar da cidade ter sido fortemente afetada pela pandemia, Manaus nunca adotou um bloqueio total à circulação de pessoas, como fizeram alguns países e cidades nos seus momentos mais críticos.

O governo do Amazonas aponta que o recente aumento de internações hospitalares na região “é o reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população que não adotou e, cada vez mais, está a abandonar as medidas de prevenção, como distanciamento social, uso constante de máscara e lavagem frequente das mãos”.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e sete mil mortos e mais de 38,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.