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Faltou Pepe e faltou uma braçadeira. Mas falta principalmente o norte a esta equipa (a crónica do P. Ferreira-FC Porto)

Pepe não esteve, fez falta à defesa e a toda a equipa. Mas o FC Porto precisa principalmente do norte que perdeu com as saídas de Danilo e Telles — e cuja ausência acabou em derrota na Mata Real (3-2)

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A equipa de Pepa abriu o marcador ainda na primeira parte e esteve sempre perto de marcar ainda mais golos ao longo de todo o jogo

EPA

A equipa de Pepa abriu o marcador ainda na primeira parte e esteve sempre perto de marcar ainda mais golos ao longo de todo o jogo

EPA

Cinco jornadas, 10 pontos, terceiro lugar. À entrada para a visita desta sexta-feira ao P. Ferreira, o FC Porto estava na terceira posição, atrás dos dois principais rivais e a saber que, na melhor das hipóteses, igualava provisoriamente o Sporting no segundo lugar e ficava à espera de que os leões escorregassem no domingo com o Tondela. Algo que Sérgio Conceição, treinador dos dragões, garante que não tem qualquer influência naquele que é sempre o objetivo da equipa: ganhar. 

“As vitórias são sempre obrigatórias, mesmo se estivéssemos em primeiro. Temos de ganhar para olhar para o segundo lugar e quando estivermos em segundo temos de ganhar para olhar para o primeiro lugar. Temos de ir atrás dessa perda de pontos que não estava na nossa ideia. No passado não podemos mexer, podemos tirar conclusões e melhorar. Conscientes da realidade, conscientes de que não podíamos perder pontos, mas é futebol, é o jogo. Faltou-nos uma pontinha de sorte mas não me quero agarrar a isso. É não cometer os mesmos erros e temos de olhar para o jogo de amanhã como uma final. Queremos estar até ao fim na luta pelo Campeonato”, disse o técnico, que na conferência de imprensa de antevisão à partida comentou ainda a possibilidade de o futebol voltar a parar devido ao aumentar dos números da pandemia em Portugal.

Ficha de jogo

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P. Ferreira-FC Porto, 3-2

6.ª jornada da Primeira Liga

Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)

P. Ferreira: Jordi, Fernando Fonseca, Baixinho, Marcelo, Oleg, Luiz Carlos (Diaby, 74′), Eustáquio, Bruno Costa, Luther Singh (Uilton, 88′), Dor Jan (João Pedro, 83′), Hélder Ferreira (João Amaral, 74′)

Suplentes não utilizados: Michael, Maracás, Lucas Silva, Martín Calderón, Adriano Castanheira

Treinador: Pepa

FC Porto: Marchesín, Corona, Mbemba, Diogo Leite, Manafá, Sérgio Oliveira (Fábio Vieira, 87′), Grujic (Luis Díaz, 45′), Uribe (Nakajima, 45′), Marega (Taremi, 66′), Evanilson (Felipe Anderson, 71′), Otávio

Suplentes não utilizados: Diogo Costa, Nanu, Sarr, Romário Baró

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Dor Jan (11′), Eustáquio (43′), Sérgio Oliveira (gp, 45+7′), Bruno Costa (gp, 59′), Otávio (78′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a João Pedro (84′), a Sérgio Oliveira (84′)

“A minha principal preocupação é a de todas as pessoas, que é a doença, a pandemia, tirar muitas vidas e complicar a vida de muita gente. Tem sido um problema… Se vai parar ou não, se vamos ter público ou não, não me cabe a mim olhar para isso. No último jogo [Olympiacos] tivemos alguns adeptos e foi muito reconfortante. Olhamos para a realidade e olhamos para uma situação muito crítica (…) Espero que se encontre uma vacina para contrariar este maldito vírus”, comentou Sérgio Conceição, que esta sexta-feira comandava o FC Porto no sexto jogo em 14 dias, graças a uma maratona de três semanas europeias que só termina na próxima terça, com a receção ao Marselha.

Uma maratona que acabava por ter alguma influência no onze que Sérgio Conceição apresentava na Mata Real. Com Zaidu castigado, depois de ter sido expulso contra o Gil Vicente, e Luis Díaz já recuperado mas ainda fora do onze, o treinador ia mais longe e fazia alterações para lá das obrigatórias: Pepe ficava fora da ficha de jogo e era substituído por Diogo Leite, Fábio Vieira perdia a titularidade por troca com Grujic (que se estreava nas opções iniciais dos dragões) e Evanilson voltava a ser aposta no ataque. Do outro lado, Pepa não podia contar com Douglas Tanque, o possante avançado brasileiro, devido a uma lesão.

O FC Porto entrou com o objetivo de controlar os desígnios da partida, de forma natural, mas sempre sem grande capacidade para chegar ao último terço adversário. Otávio ocupava o corredor esquerdo, Marega o lado contrário e Evanilson aparecia na faixa central do ataque — mas os primeiros 10 minutos da partida fecharam sem que a equipa de Sérgio Conceição tivesse conseguido criar uma verdadeira oportunidade de golo. Do outro lado, na primeira aproximação à baliza, o P. Ferreira mostrou um nível elevado de eficácia e abriu o marcador: Corona deixou Dor Jan isolado com um corte infeliz e o avançado israelita, que foi titular pela primeira vez esta sexta-feira, conseguiu marcar na recarga a uma primeira defesa de Marchesín (11′).

O FC Porto soube reagir e instalou-se por completo no meio-campo adversário, com Evanilson e Grujic a ficarem perto de empatar logo nos instantes seguintes, o primeiro com um remate para defesa de Jordi e o segundo com um cabeceamento ao lado (14′). Sérgio Oliveira protagonizou a melhor oportunidade dos dragões, com um livre direto que esbarrou no poste da baliza pacense (23′), e Luther Singh respondeu do outro lado ao atirar ao lado depois de deixar Mbemba para trás em velocidade (33′). E foi precisamente Singh que, poucos minutos depois, acabou por voltar a bater Marchesín. O avançado apareceu ao segundo poste a finalizar um cruzamento de Fernando desviado por Dor Jan (38′) mas o lance acabou anulado pelo VAR, que considerou que o israelita fez falta sobre Mbemba quando tentou chegar à bola. No meio dos protestos, Pepa foi expulso por Nuno Almeida.

Ainda assim, o segundo golo do P. Ferreira apareceu mesmo e ainda antes do final da primeira parte. Numa jogada em que a defesa do FC Porto pareceu congelar, Hélder Ferreira recebeu um passe a rasgar na direita e cruzou atrasado para a entrada da grande área, onde Eustáquio surgiu a rematar de primeira (43′). O mesmo Eustáquio que, já nos descontos, tocou com a mão na bola na grande área e cometeu o penálti que deu a Sérgio Oliveira a oportunidade de reduzir a desvantagem (45+7′). Na ida para o intervalo, o FC Porto estava a perder, ainda que já pela margem mínima, e estava a pecar principalmente no setor defensivo: a zona mais recuada da equipa de Sérgio Conceição, onde Pepe não estava, parecia não ter capacidade para acompanhar as arrancadas rápidas e intensas dos homens mais adiantados do Paços. Por outro lado, o ataque dos dragões estava algo previsível e pouco criativo, sem ideias para asfixiar o adversário no último terço.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do P. Ferreira-FC Porto:]

No início da segunda parte, Sérgio Conceição trocou desde logo Grujic e Uribe por Nakajima e Luis Díaz e tentou balançar a equipa para a frente. Tal como aconteceu no arranque do jogo, o FC Porto procurou dominar os acontecimentos e atuar a partir do meio-campo adversário, com posse de bola e a olhar de frente para a baliza de Jordi — o problema, porém, é que o P. Ferreira queria tudo menos passar o segundo tempo a defender a vantagem mínima. Com o adiantar do relógio, a equipa de Pepa voltou a equilibrar a dinâmica do jogo e a causar estragos na grande área dos dragões.

Luther Singh foi o primeiro a assustar, com um remate por cima depois de um erro grave de Mbemba em zona proibida (55′), e depois Marchesín foi obrigado a atenção redobrada na sequência da incapacidade da defesa do FC Porto de aliviar um pontapé de canto batido na esquerda (57′). O xeque-mate, contudo, ia aparecer logo depois. Marega tocou com a mão na bola no interior da grande área e Bruno Costa, na conversão da grande penalidade, marcou contra a antiga equipa, pediu desculpa e não festejou (59′).

Logo a seguir, a lógica manteve-se. O P. Ferreira não virou costas ao jogo e ficou até perto de aumentar novamente a vantagem, com um remate fortíssimo de Eustáquio que esbarrou na trave (63′) e outro de Bruno Costa que Marchesín defendeu (66′). Sérgio Conceição voltou a mexer, primeiro com a entrada de Taremi e depois ao lançar Felipe Anderson, e o FC Porto ia procurando uma reação — pelo menos para chegar ao segundo golo que permitisse acreditar no empate e no ponto que seria o menor dos males. Um golo que acabou por aparecer de forma inesperada, com um remate fortíssimo de Otávio à entrada da grande área depois de um alívio insuficiente da defesa pacense (78′).

Até ao fim, Sérgio Conceição ainda colocou Fábio Vieira em campo mas o resultado já não voltou a alterar-se, com o FC Porto a sofrer a segunda derrota no Campeonato esta época, a falhar a aproximação ao Sporting no segundo lugar e a correr o risco de ficar desde já a oito pontos do Benfica a liderança. Faltou Pepe na defesa dos dragões, faltou a braçadeira de Pepe para toda a equipa — mas falta principalmente o norte a este FC Porto, que ainda não recuperou dinâmicas e intensidade depois de duas saídas fulcrais como foram as de Danilo e Alex Telles. E em outubro, à sexta jornada da Liga, começa a perder terreno na luta pela revalidação do título.

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