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Ministro húngaro dá entrevista à RT em isolamento com camisola do Sporting. "Corro 15 quilómetros, agora canso-me só de pensar"

Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro esteve na Luz duas vezes no último ano mas, em isolamento, vestiu "à Sporting" numa entrevista onde falou sobre as novas medidas do país e as vacinas.

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Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, na entrevista à RT esta quarta-feira com o equipamento do Sporting

Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, na entrevista à RT esta quarta-feira com o equipamento do Sporting

Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria de 42 anos, já esteve por mais do que uma vez em Lisboa e por mais do que uma vez também no Estádio da Luz nos últimos dois anos. Em 2019, aproveitando uma visita a Portugal, marcou presença no primeiro jogo da Primeira Liga onde o Benfica goleou o P. Ferreira; já este ano, em julho, foi recebido por uma comitiva encarnada liderada por Varandas Fernandes numa homenagem a Eusébio, Miklós Féher e Béla Guttmann, que estão representados no acesso da recinto para a SAD.

Benfica homenageia Eusébio, Béla Gutmann e Féher na presença de ministro húngaro

“O Benfica é o clube mais popular e titulado de Portugal. Temos uma herança muito rica! Sete dos 37 títulos de campeão do Benfica foram ganhos com treinadores húngaros, dois títulos de campeões europeus ganhos com Béla Guttmann, ele que trouxe Eusébio para o Benfica”, recordou o ministro, antes de abordar também a final que os encarnados ganharam 1962 ao Real Madrid apesar dos três golos daquele que foi o melhor jogador húngaro de sempre, Ferenc Puskás, a memória de Féher e e os pontos em comum entre os dois países no futebol.

“Miklós Féher foi um jogador talentoso, uma grande pessoa e um homem bom”, destacou. “Somos uma nação pequena mas estamos extremamente orgulhosos por termos feito parte e contribuído de forma decisiva para a construção e desenvolvimento das grandes nações europeias futebolísticas, tais como Portugal, Espanha ou Itália”, acrescentou, antes de uma reunião de trabalho já prevista no protocolo entre ambos e que contou também com a presença do embaixador da Hungria em Portugal, Miklós Halmai.

MNE da Hungria repudia “acusações falsas” sobre a liberdade de imprensa no país

Foi também numa dessas visitas que Péter Szijjártó aproveitou também para visitar o Sporting, neste caso o Estádio José Alvalade, e recebeu algumas lembranças do clube leonino. Lembranças essas que, como se percebe agora, ainda estão em casa do ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, que, numa visita à Tailândia onde iria assinar vários acordo e reabrir a embaixada magiar no país 25 anos depois, testou positivo ao novo coronavírus, tendo sido colocado em observação num hospital local apesar de estar assintomático.

Numa entrevista à RT a partir de casa, onde se encontra a cumprir o período de isolamento, Péter Szijjártó surgiu com uma camisola do Sporting, uma imagem que não demorou a tornar-se viral, bem mais do que os temas abordados na entrevista, nomeadamente a possibilidade de a Hungria comprar vacinas a todos os países produtores, incluindo a Rússia, e os seus dias desde que foi infetado. “Já tive quase todos os tipos de sintomas, agora por causa do vírus o meu corpo está mais fraco. Costumo correr 15 quilómetros e agora canso-me só de pensar. Quando faço aqui umas caminhadas em casa fico exausto… Se mudou a minha perspetiva? Todos sabíamos quantas infeções e vítimas a Covid-19 já fez pelo mundo e a falta de dados que ainda existe por ser algo recente”.

“Na Hungria temos dois objetivos: proteger as vidas dos húngaros mas ao mesmo tempo manter a economia no ativo. Queremos manter a efetividade do nosso serviço de saúde. Para aplanar a curva começámos por adotar novas medidas como o recolher obrigatório ou o fecho de escolas secundárias, no sentido de desacelerar o número de novos casos para evitarmos situações como vimos noutros países de rotura dos hospitais”, explicou ainda à RT sobre as restrições anunciadas pelo primeiro-ministro do país, Viktor Orban, que incluem ainda o encerramento de restaurantes, a proibição de reuniões, o cancelamento de eventos culturais e recreativos e as aulas universitárias não presenciais, entre outras medidas que só não chegaram às creches e às escolas de ensino básico.

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