O furacão Iota atingiu a América Central e já fez, pelo menos, oito vítimas mortais. Considerado o mais forte de sempre a atingir a Nicarágua, causou no país seis mortos: quatro adultos e duas crianças, avança a vice-presidente Rosario Murillo, citada pela cadeia televisiva CNN.  Também na Colômbia há a registar pelo menos duas vítimas mortais e uma desaparecida, diz o Presidente Ivan Duque à mesma estação.

A tempestade, que atingiu grande parte da América Central na madrugada de terça-feira, levou à evacuação de várias aldeias nas Honduras e no Nicarágua, com mais de 62.000 pessoas a serem colocadas em 683 abrigos governamentais, relata a CNN. Só na Nicarágua, mais de 400.000 foram afetadas, com ventos a chegar quase aos 250 quilómetros por hora.

Embora o centro da tempestade já tenha passado da Nicarágua, as chuvas e ventos fortes provocaram uma grande destruição na região de Porto Cabeças, que continuará a ser atingida pelo furacão, embora com menos intensidade. Espera-se que o nível da água varie entre os 25 e os 75 centímetros de altura, o que, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos levará a “inundações significativas que provocarão cheias nas ruas e nos rios, ameaçando vidas”. Para além da Nicarágua, prevêem-se também cheias e inundações nas Honduras, para onde seguiu a Iota, embora com ventos menos intensos, Guatemala e Belize.

Por outro lado, as constantes inundações podem provocar o deslizamento de terras nestes países. O Centro Nacional de Furacões alerta que tudo isto pode ser acentuado pela saturação dos solos, causando um “impacto catastrófico”.

Nicarágua e Honduras evacuam aldeias à medida que se aproxima o furacão Iota, que atingiu a categoria 5

Na Colômbia, a Ilha Providencia foi a mais afetada, chegando mesmo a ter que evacuar 112 pessoas na terça-feira, sendo que seis apresentariam já alguns ferimentos graves, segundo o Presidente do país. Ivan Duque, que visitou a ilha para prestar ajuda humanitária, afirmou que a infraestrutura do território ficou totalmente destruída, dando prioridade à limpeza dos destroços e montagem de acampamentos de emergência e hospitais de campanha.

Estamos felizes porque, graças à nossa preparação e medidas que tomamos, a comunidade de Providencia não teve um enorme número de óbitos. Contudo, lamentamos a perda de duas pessoas”.

Passaram-se menos de duas semanas desde que alguns destes territórios da América Central estiveram sob uma outra tempestade, o furacão Eta, que atingiu a categoria 4 e deixou pelo menos 100 vítimas mortais.

A tempestade tem vindo a baixar a sua intensidade, sendo que passou a ser considerada uma depressão tropical na tarde de terça-feira. O Centro Nacional de Furacões espera que o Iota se dissipe quando chegar perto de El Salvador, na noite desta quarta-feira.