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Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, acredita que “mais cedo do que tarde”, devido às “boas notícias” que têm chegado sobre as vacinas, as pessoas possam regressar aos restaurantes, organizar festas ou voltar a viajar. “Essas coisas vão voltar em força“, defendeu.

Numa sessão de perguntas e respostas, no primeiro dia da Web Summit, o ministro foi questionado sobre qual será o legado desta pandemia. Na resposta, Siza Vieira disse acreditar que “algumas coisas vão ficar connosco” — por exemplo, “vamos valorizar mais o trabalho flexível” e as “relações humanas”. Por outro lado, há coisas que vão voltar ao normal, considera.

As pessoas “estão desejosas para ir a restaurantes, voltar a viajar, ir a festas, festivais de música. Essas coisas vão voltar em força provavelmente, tendo em conta as boas notícias que estamos a ter sobre as vacinas, mais cedo do que tarde”, sublinhou o ministro, frisando que “há uma procura reprimida”.

Pedro Siza Vieira na sessão de perguntas e respostas

Siza Vieira acredita ainda que a pandemia vai mudar a forma como se trabalha. “As pessoas aperceberam-se de que podem passar muito do seu tempo fora dos seus escritórios. É provavelmente mais agradável ter mais espaço num local distante do que ter apenas 20 metros quadrados no centro de Londres ou São Francisco”, disse.

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Sobre as mudanças no mercado de trabalho em Portugal, refere que o desemprego no país é “significativamente mais baixo do que se esperava no início da pandemia”. “Temos agora mais pessoas empregadas em outubro do que em setembro e agosto”, aponta.

Apesar de um número significativo de pessoas ter perdido o emprego, é verdade que a maioria da população manteve-se empregada e as poupanças estão a aumentar porque não estão a gastar tanto”, disse ainda.

O ministro focou-se nos programas de formação criados para preparar os trabalhadores para a “economia do futuro”. Esses programas abrangem, atualmente, 25 mil pessoas, adiantou — e são focados em quem perdeu o trabalho ou está com horário reduzido (devido ao layoff).