Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Há cerca de uma semana foi detetado um caso positivo do novo coronavírus no Lar Bella Persona Senior Residence, em Rio de Mouro, no concelho de Sintra. O utente terá testado positivo no passado dia 25 de novembro, depois de uma deslocação ao hospital e, uma semana depois, os restantes utentes do lar ainda não foram testados, desconhecendo-se se se está perante um surto.

A Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sintra reconhece o atraso, justificando-o com o facto de existirem vários surtos em instituições do concelho. Recorde-se que durante a primeira vaga da pandemia, um surto de Covid-19 provocou sete mortes neste mesmo lar.

Num e-mail enviado esta terça-feira aos familiares, ao qual o Observador teve acesso, a direção do lar voltava a afirmar que continuava “a aguardar a receção das requisições para efeitos de imediato agendamento dos testes PCR’s” e que, “apesar da estabilidade” dos utentes, iria “continuar a insistir a sua imediata realização”.

Questionada esta quarta-feira pelo Observador, a Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sintra afirmou que a Autoridade de Saúde Local está a acompanhar a situação e que os utentes do lar serão testados na quinta-feira. Reconhecendo que há uma demora entre o contacto da instituição e a realização dos testes, a Unidade de Saúde Pública aponta para o “facto de existirem vários surtos em lares do concelho”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Os principais motivos para essa décalage estão relacionados com o facto de existirem vários surtos em lares do concelho de Sintra, bem como alguns constrangimentos na obtenção dos dados das pessoas a testar”, afirma.

O Observador contactou esta quarta-feira o lar para obter mais esclarecimentos, mas sem sucesso, por não estar presente o responsável.

O Lar Bella Persona registou um surto do novo coronavírus durante a primeira vaga da pandemia no país. No início de maio, foram registados 60 casos positivos, dos quais 43 utentes e 17 profissionais. Sete utentes morreram.