Antes de avançarmos mais, falemos sobre a memória: a capacidade bonita e complexa que todos nós temos de adquirir, armazenar e recuperar informações que dizem respeito à nossa experiência no mundo desde que nascemos. Há coisas que gostaríamos de esquecer (quem nunca?), outras, mais positivas, que nos permitem sentir uma sensação reconfortante, mas o que ambas têm em comum é o processo mecânico invisível que permite a engrenagem funcionar. Simplificando a complexidade do assunto: as memórias estão codificadas e guardadas no interior de neurónios, que, por sua vez, são acionados e disparam cada vez que respondemos a um estímulo específico, como um cheiro, uma música, um local. Quanto maior for a atividade coletiva dos nervos, mais sólidas são as interconexões, e é esse mecanismo por trás das cortinas que nos permite experienciar a função da memória e recordar acontecimentos específicos, conta-nos a National Geographic. O assunto é muito mais vasto, mas queríamos conseguir explicar-lhe como é que se justifica ver um determinado objeto exposto numa montra, e recordar-se de algo que aconteceu há décadas. Quanto mais tempo uma informação está na memória a curto prazo, mais intensa se torna a sua associação à memória a longo prazo, e através de um processo de consolidação, ao longo dos anos, transfere-se de uma para outra.

Cada vez que viu o seu avô sentar-se na poltrona da sala a descontrair e a beber um whisky após uma refeição em família e de cada vez que foi ter com ele para desfrutar da sua companhia durante esse momento, os seus neurónios estavam a trabalhar e a criar ligações entre si. É por isso que existem objetos que caracterizam determinadas pessoas, rituais que associamos a certos momentos e bebidas que não nos deixam esquecê-las, como este whisky escocês, James Martin’s. Às vezes, só pelo cheiro, não é? É o quanto basta para voltar “àquele” momento.

O famoso blanded escocês James Martin’s está de regresso, exclusivamente em Portugal, numa rara edição limitada, de 32 anos.

Mais do que um habilidoso pugilista, James Martin tornou-se num criador de memórias, quando começou a sua carreira como comerciante de whisky em 1878 — não pensou, certamente, que esta bebida faria história na vida de tantas pessoas. Além de todos os ingredientes requintados que compõem este néctar, é a memória de uma garrafa aberta, de um copo meio cheio, de um momento partilhado que tem marcado várias gerações. Sofisticado e aconchegante, forneceu a Casa Real Britânica durante o reinado do Rei Eduardo no início do século XIX, foi servido em transatlânticos de luxo, como o Queen Mary e Queen Elizabeth, após a Segunda Guerra Mundial e não menos importante: fez e continua a fazer parte das casas e das famílias que apreciam esta bebida. É o caso da sua?

Ilustração: Diogo Batuca

Numa rara edição limitada, de 32 anos, chega exclusivamente a Portugal o famoso blended escocês James Martin’s: este engarrafamento é composto por uma seleção dos melhores whiskies que atingiram agora a perfeição, após anos a envelhecer em barricas de armazenamento. Valeu a pena esperar: misturado a partir de uma seleção de whiskies de qualidade soberba, esta bebida mantém todos os sabores completos e arredondados pelos quais o whisky é recordado. O aroma suave e generoso fica ainda mais enriquecido pelos 32 anos em barrica: notamos caramelo cremoso, notas de vinho Marsala e uma explosão de notas florais na primeira aproximação. Sentimos o sabor a tâmaras, especiarias suaves, citrinos e amêndoas revestidas de açúcar. Depois de pousar o copo, a experiência não desaparece: sentirá um final de boca longo e doce, com uma ligeiríssima sugestão de anis e doses saudáveis de ternura pelo momento que experienciou.

Detalhes importantes a saber: esta edição limitada vem numa garrafa em esquadria, desenhada para refletir o estilo Art Déco da requintada e intemporal embalagem dos whiskies James Martin’s. O ícone tradicional da casa, a andorinha, também faz parte do design.

Este whisky convida-nos a celebrar a vida quando desejamos. Desde sempre a criar memórias entre gerações, o legado de James Martin’s continua vivo e a proporcionar sensações familiares e especiais: o sabor alonga o momento, o ritual torna-o eterno. Não deixemos desaparecer as recordações que sustentam os laços bonitos que criamos pela vida.

Este Natal, não procure mais, ofereça memórias: são elas que perduram.