Os Estados Unidos podem administrar metade de cada dose de vacina contra a Covid-19 para contornar a escassez de vacinas no país. A informação surge depois de relatos de verdadeiro caos no processo de vacinação, com vários testemunhos de filas intermináveis para receber a primeira dose da vacina e falta de condições para pessoas mais velhas, que têm de esperar horas na rua.

De acordo com a o The New York Times, que cita Moncef Slaoui, o principal responsável pela operação de vacinação, os dados mais recentes da Moderna demonstraram que as pessoas entre os 18 e 55 anos que receberam duas doses de 50 microgramas mostraram uma “resposta imunológica idêntica” ao padrão de duas doses de 100 microgramas.

A Administração norte-americana está agora em conversações com a Food and Drug Administration (FDA) e a empresa farmacêutica Moderna sobre esta possibilidade.

Este cenário surge numa altura em que o Reino Unido decidiu adiar a administração da segunda dose da vacina enquanto tenta aumentar o número de pessoas que já receberam a primeira dose. Isto depois de já ter sido discutida a hipótese de misturar vacinas de farmacêuticas diferentes — algo que acabou por ser desaconselhado pelas autoridades de saúde britânicas.

Ao The New York Times, Moncef Slaoui Slaoui descartou a hipótese de seguir a mesma estratégia que o Reino Unido dizendo que os ensaios clínicos da Moderna sustentam a primeira opção — dar doses mais pequenas a pessoas de uma determinada faixa etária para reforçar a vacinação junto da população mais frágil.

Também a Comissão Europeia já veio reconhecer a insuficiência de vacinas face à procura, prontificando-se a ajudar para aumentar da produção de vacinas contra a Covid-19.

UE reconhece insuficiência e diz-se pronta para ajudar a aumentar a produção de vacinas