A Câmara de Lisboa aciona esta terça-feira 5 de janeiro, à tarde o plano de contingência para as pessoas em situação de sem-abrigo devido ao tempo frio, servindo refeições quentes no Mercado do Campo de Santa Clara, anunciou a autarquia.

Em comunicado, o gabinete do vereador da Educação e dos Direitos Sociais, Manuel Grilo (BE), adianta que a fase amarela do plano vai ser acionada esta terça-feira 5 de janeiro às 18h00, tendo em conta a descida acentuada das temperaturas nos próximos dias.

O nível amarelo ocorre quando os valores diários de temperatura mínima se apresentem entre 3 graus Celsius e 1 grau durante um período igual ou superior a 48 horas.

“O Mercado do Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente, é o local escolhido para o Dispositivo Integrado de Apoio aos Sem-Abrigo, onde vão ser servidas refeições quentes e onde será realizada a triagem de saúde e encaminhamento social para locais de acolhimento de emergência”, lê-se na mesma nota.

As estações de metro do Rossio, Santa Apolónia e Oriente vão permanecer abertas durante a noite, é acrescentado.

Segundo a informação, equipas técnicas de rua vão estar no terreno a acompanhar a situação, fazendo recolha das pessoas em diversos pontos de encontro da cidade, levando-as para o mercado e posteriormente, caso se justifique, para os acolhimentos de emergência.

A Proteção Civil emitiu esta terça-feira 5 de janeiro, um aviso à população devido à previsão de frio, chuva e vento, recomendando à população que tome medidas de prevenção e dê especial atenção ao uso de equipamentos de combustão.

O aviso à população da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem por base informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê para esta terça-feira 5 de janeiro, e para quarta-feira 6 de janeiro, tempo frio com temperaturas mínimas a variar entre os -4ºC e os 8ºC e as máximas entre os 5ºC e os 17ºC, e vento que pode ser forte nas terras altas.

Primeira semana do ano começa com uma onda de ar frio. Seis dias com temperaturas (muito) abaixo da média

A ANEPC destaca também a necessidade de especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo.

Face à situação meteorológica, a ANEPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações.

Nesse sentido, aconselha que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura, a manter o corpo quente, através do uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente, proteger as extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e calçado quente e antiderrapante e ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor.