A Hyundai figura entre os construtores que está a levar mais a sério a aposta nos veículos eléctricos. Arrancou devagar, para ver como paravam as modas, mas agora criou uma marca própria, a Ioniq, e avançou com uma plataforma específica para maximizar a eficiência dos seus modelos 100% a bateria.

Já a Apple fez saber recentemente que pretendia enveredar pela produção de veículos, o que levou a indústria automóvel a reagir com surpresa e algum pânico. Em causa está não só a força da marca, mas também a sua capacidade tecnológica, sendo conhecidos os investimentos que a criadora do iPhone tem realizado no campo da condução autónoma, uma das áreas mais complexas, mas necessárias, para os automóveis num futuro próximo.

Talvez por isto não tenha espantado que, na 5ª feira, a Hyundai tenha anunciado que pretendia colaborar com a Apple nos sistemas de carros sem condutor. Não se conhece exactamente o estado de evolução da condução autónoma da Apple, mas especialistas na área colocam-na imediatamente atrás das tecnologias desenvolvidas pela Google e Tesla.

Mas, passadas apenas 24 horas, a Hyundai voltou atrás. Depois de avançar que estava “em negociações com a Apple, mas nada ainda está decidido”, o construtor sul-coreano emitiu um comunicado em que mencionava ter recebido solicitações de várias empresas para colaborar no desenvolvimento de veículos eléctricos e autónomos, sem contudo fazer qualquer referência ao gigante tecnológico.

Segundo a imprensa sul-coreana, que reportou um incremento de 24% no valor das acções da Hyundai após o anúncio da colaboração com a Apple, o maior crescimento desde 1988, a Apple necessita de um parceiro que lhe produza o Apple Car, em linha com o que a empresa faz com os telemóveis e iPad na China, o que reduz os investimentos iniciais e aumenta as margens de lucro.