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A empresa DHZ Consulting, controlada por Antero Henrique, antigo braço direito de Pinto da Costa, passou uma fatura de 500 mil euros, a que acresce o IVA, pela “prestação de serviços de consultoria e assessoria, tendo em vista a transferência do treinador de futebol Ruben Amorim, do Sporting Clube de Braga para o Sporting Clube de Portugal”. Um documento assinado a 23 de julho que, de acordo com o Expresso, teve como destino a empresa Nomiblue Sports, de Raul Pais da Costa, agente de Ruben Amorim e também ele antigo funcionário do FCP, onde foi responsável jurídico.

O semanário diz não saber o que aconteceu com a fatura — se foi, de facto, cobrada — e uma fonte conhecedora do processo garante, sob anonimato, que não houve qualquer pagamento da Nomiblue à DHZ do ex-administrador do Futebol Clube do Porto, que também passou pelo PSG nos últimos anos.

Foi Antero Henrique, cunhado de Ruben Amorim, segundo o Expresso, que apresentou o treinador a Raul Pais da Costa, que se tornaria intermediário depois de sair do FCP.

Cinco horas antes de o Expresso ter publicado a notícia, o hacker Rui Pinto tinha escrito no Twitter que Antero Henriques está “particularmente interessado e empenhado no sucesso desportivo do Sporting e no insucesso do FC Porto”, revelando que “é um dos beneficiários de comissões da ida de Ruben Amorim para Alvalade”.

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Pouco depois, o hacker, que está neste momento a ser julgado por 90 crimes, nomeadamente por acesso indevido e violação de correspondência, escreveria apenas “aqui está…”, fazendo ligação à notícia do semanário.